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Calote de novo? Títulos argentinos voltam a refletir risco de default

PUBLICADO EM: 24.11.21 | 16H05
ATUALIZAÇÃO: 24.11.21 | 16H11
Governo precisa renovar dívidas de US$ 45 bilhões com o FMI e sua coalizão peronista sofreu uma perda nas eleições legislativas de meio de mandato
Casa Rosada, sede do governo da Argentina: calote na dívida volta a assombrar o país

Casa Rosada, sede do governo da Argentina em Buenos Aires | Foto: Ricardo Ceppi/Reuters (Getty Images)

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Os títulos argentinos estão voltando a patamares de preços compatíveis com um risco mais elevado de calote (default), à medida que o risco político aumenta e se arrastam negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para renovar cerca de 45 bilhões de dólares em dívidas do país sul-americano.

A nação emergente, nos últimos anos atingida por crises econômicas e cambiais, reestruturou sua dívida externa com credores privados no fim do ano passado, o que fez os preços dos títulos subirem para um patamar de 40 a 50 centavos por dólar.

Os preços voltaram a cair, no entanto, golpeados por negociações lentas com o FMI e um ambiente político complexo depois que a coalizão peronista no governo sofreu uma perda fragorosa nas eleições legislativas de meio de mandato neste mês, que eliminou sua maioria no Senado.

O risco-país do J.P. Morgan para a Argentina aumentou 22 unidades, para a região de 1.819 pontos-base nesta quarta-feira, dia 24, nível mais alto desde a reestruturação da dívida no ano passado. O economista local Gustavo Ber disse que isso está no mesmo nível dos "patamares de inadimplência".

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