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CCR pode subir mais de 70% com linhas 8 e 9 da CPTM, dizem analistas

PUBLICADO EM: 22.4.21 | 14H52
ATUALIZAÇÃO: 22.4.21 | 15H00
Com prazo de concessão será de 30 anos, empresa deverá investir mais R$ 3,2 bilhões em trens de São Paulo

Trem da linha Esmeralda da CPTM

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O arremate das linhas 8 e 9 do sistema ferroviário de São Paulo pela CCR (CCRO3) gerou otimismo por parte de analistas, que veem grande potencial de alta para as ações da empresa. O leilão foi vencido em consórcio com a RuasInvest por cerca de 980 milhões de reais. Ambas as empresas já operam juntas as linhas 4 e 5 do metrô paulista. 

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Com prazo de concessão de 30 anos, o negócio prevê 3,2 bilhões de reais em investimentos, que devem ser feitos nos oito primeiros anos, sendo 93% nos três primeiros. O dinheiro será investido, principalmente, na compra de trens e reformas em estações.

Após o leilão, analistas do BTG Pactual, Exame Invest Pro e Credit Suisse reafirmaram a recomendação de compra para as ações da empresa. Para o BTG, que tem o menor preço-alvo entre eles, as ações podem subir até 18 reais, representando um potencial de alta de 45% em relação ao último preço de fechamento, de 12,42 reais.

O Credit Suisse, mais otimista, vê uma alta de 73%, com preço-alvo a 21,50 reais. Em relatório, analistas do banco suiço ressaltam o valor “relativamente baixo” com o qual venceram o pregão, 24% superior à segunda maior oferta, do consórcio Mobi Trens. 

Ainda em abril, a CCR ganhou o leilão para administrar 15 aeroportos por cerca de 2,9 bilhões de reais. E a expectativa é de que a empresa consiga ainda mais concessões, principalmente no sistema rodoviário. 

Um dos principais negócios no horizonte é a rodovia Nova Dutra, que deve envolver investimentos de 15 bilhões de reais e competição acirrada. 

Para analistas do BTG Pactual, os recentes investimentos devem levantar dúvidas entre investidores sobre o poder de fogo da companhia nos próximos leilões. No entanto, eles seguem confiantes de que a empresa. "A CCR continuará tendo um papel ativo na retomada do pipeline de infraestrutura no país, principalmente em um momento de competição mais fraca", afirmam em relatório.

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