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C&A lança coleção feita com peças jeans usadas

PUBLICADO EM: 10.9.21 | 14H56
Foram reutilizadas cerca de 2 toneladas de roupas recolhidas em campanha de reciclagem. Novidade está disponível no site da empresa.
Loja da C&A no shopping Tamboré, em São Paulo

(JUCA VARELLA)

Imagem da Editoria Exame Invest
Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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A C&A disponibilizou em seu site uma coleção feita inteiramente de roupas usadas e sobras de produção. As peças foram confeccionadas a partir do reaproveitamento de peças jeans usadas, que foram recolhidas por meio do Movimento ReCiclo, iniciativa de reciclagem que disponibiliza urnas pela cidade paras as pessoas descartarem roupas velhas.

Foram utilizadas cerca de 2 toneladas de roupas recolhidas para a produção da coleção. O ReCiclo já arrecadou mais de 130 mil peças, totalizando 33 toneladas. Segundo a C&A, o volume reciclado evitou a emissão de 75 toneladas de carbono, o equivalente a 470 árvores plantadas.

Além da coleção com peças recicladas, a C&A lançou um modelo de personalização de roupas sob demanda. Também disponível no site da empresa, a iniciativa permite que o consumidor escolha a modelagem, o tamanho e a estampa de calças, jaquetas e shorts jeans. O modelo é menos agressivo ao meio ambiente, uma vez que não demanda produção em escala acima do necessário.

C&A tem lucro de R$ 69,2 milhões no 2º tri

A varejista registrou lucro de R$ 69,2 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 192,1 milhões registrado no mesmo período do ano passado, bastante afetado pelo fechamento das lojas físicas. Como já esperado, um efeito de crédito não recorrente gerou o resultado positivo -- caso contrário, a companhia apresentaria prejuízo de R$ 83,8 milhões.

O aumento da receita foi puxado principalmente pela categoria de vestuário, que registrou patamares próximos aos de 2019 em vendas. Produtos que puxaram o índice para baixo foram os da linha fashiontronics, que vende óculos, relógios e celulares, com redução de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mesmo com a retomada do varejo físico, a empresa não pretende deixar de lado os investimentos feitos nas plataformas digitais. A receita líquida da operação de e-commerce foi de R$ 191 milhões, aumento de 36,9% em relação ao mesmo período do ano passado -- em que as vendas online registraram forte crescimento no país.

Para continuar crescendo, a empresa fez um investimento recorde de R$ 141,6 milhões, valor 212,6% maior do que o registrado no segundo trimestre do ano passado. sendo R$ 118,2 para o digital e cadeia de suprimentos. Entre os investimentos, estão infraestrutura de telecom, investimentos em aplicações na nuvem e novo sistema de CRM, que vai permitir unificar as informações de clientes.

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