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China desacelera, oposição na Omega, EzTec e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 18.10.21 | 7H11
ATUALIZAÇÃO: 18.10.21 | 7H51
Crise energética e fraqueza da segunda maior economia do mundo pressionam bolsas de valores
China vai promover sustentabilidade da dívida em países em desenvolvimento, diz vice-ministro

Bandeira da China | Foto: Thomas Peter/Reuters (REUTERS)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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A semana inicia em tom negativo nos mercado internacionais, com a volta de temores sobre a inflação e após os dados econômicos da China saírem mais uma vez abaixo do projetado por economistas. 

A principal decepção ficou com o PIB do terceiro trimestre, que saiu de alta anual de 7,9% para 4,9%, pior do que a queda já esperada para 5,2%. No trimestre, o crescimento foi de 0,2% ante o consenso de 0,5% e abaixo da alta de 1,2% do período anterior. Já a produção industrial, um dos principais motores da China, cresceu 3,1% em setembro. A expectativa era de uma expansão de 4,5%. 

Os dados mais fracos de atividade econômica são divulgados em meio à crise imobiliária e energética na China. Com temores sobre a oferta, a carvão mineral bateu recorde de preços na Ásia. Por outro lado, os números mais fracos pesaram sobre o minério de ferro, que fechou em queda, podendo pressionar as ações da Vale (VALE3) e siderúrgicas neste pregão.

Em Londres, o petróleo brent, referência para a política de preços da Petrobras (PETR3/PETR4), sobe, sendo negociado acima de 85 dólares por barril, próximo das máximas de 2018. 

A valorização de uma das commodities mais importantes do mundo soa como uma ameaça para a inflação das principais economias. Refletindo parte desses temores, o rendimento dos títulos americanos (treasuries) avançam, tornando a migração para a renda fixa mais atrativa. Nesta manhã, o rendimento dos treasuries de 10 anos sobem quase 2%, superando 1,6%, próximo do maior patamar desde maio. 

Nas bolsas, praticamente todas operam no vermelho. Na Europa, o Stoxx 600 cai 0,3%. Nos Estados Unidos, onde ainda serão divulgados dados de produção industrial, os principais índices recuam na mesma magnitude no mercado de futuros.

No radar dos investidores americanos ainda está a agenda de balanços do terceiro trimestre. Após os grandes bancos do país terem surpreendido positivamente o mercado na última semana, esta semana será marcada pelos balanços de Netflix, J&J, Tesla, Paypay. No Brasil, a temporada de balanços inicia no fim desta semana.

Gestoras pressionam Omega

Um grupo gestoras formada pela Verde, Squadra, Truxt, Icatu, Compass e Oceana, que, juntos, detém mais de 28% da Omega Geração, enviaram uma carta à direção da empresa se opondo à combinação de negócios com a Omega Desenvolvimento. 

Segundo o documento enviado, “o grupo de acionistas considera que a proposta falha em capturar o valor correto da Omega e não incorpora os desafios que surgem com a combinação [de negócios]”.

A nova proposta dos fundos é de que a relação de troca das ações da Omega na combinação de negócios passe a ser de 2,0536 para 2,523, com a Omega Geração passando a ter de 80% para 83,09% da Omega e a Omega Desenvolvimento de 20% para 16,9%. 

Setor imobiliário esfria 

Em prévia operacional do terceiro trimestre, a EzTec apresentou queda de 25% no volume de vendas líquidas em relação ao mesmo período do ano passado, para 255 milhões de reais. A redução do volume de vendas ocorre em linha com as prévias apresentadas na semana passada por outras empresas do setor, como Cyrela e Direcional. 

Assim como suas concorrentes, a EzTec, no entanto, apresentou maior número de lançamentos em valor geral de vendas (VGV, estimado). No trimestre foram lançados 460 milhões de reais em VGV, mais do que o dobro do que os 206 milhões de reais lançados no terceiro trimestre de 2020. Com maior oferta e menor demanda, o resultado pode ser aperto nas margens de lucro.

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