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China já não comanda preços das commodities, diz Goldman

PUBLICADO EM: 28.5.21 | 9H47
ATUALIZAÇÃO: 28.5.21 | 11H11
Com a velocidade da recuperação em economias avançadas, especialmente nos Estados Unidos, a China não é mais o comprador que dita os preços
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A queda de preços após os alertas do governo de Pequim contra a especulação é uma “clara oportunidade de compra" (REUTERS)

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Na avaliação do Goldman Sachs, as medidas da China para limitar a alta dos preços das commodities podem ser em vão, pois o país perdeu a capacidade de comandar o mercado.

Com a velocidade da recuperação em economias avançadas, especialmente nos Estados Unidos, a China não é mais o comprador que dita os preços, segundo relatório de analistas do Goldman liderados por Jeff Currie.

A queda de preços após os alertas do governo de Pequim contra a especulação é uma “clara oportunidade de compra”, já que matérias-primas como cobre e soja permanecem em trajetória ascendente com a oferta restrita, disseram.

A China, maior consumidora de muitas commodities, busca desacelerar o rali devido aos temores sobre a inflação. A pressão do governo chinês teve impacto, pois as cotações locais do minério de ferro caíram mais de 20% desde 12 de maio. O índice Bloomberg Commodity Spot perdeu cerca de 1% no período.

A ação da China é semelhante ao que o governo de Washington fez em meados dos anos 2000, disse o Goldman. “Quando observadores são incapazes de entender o que está impulsionando essa mudança de paradigma nos preços, atribuem isso aos especuladores, um padrão comum ao longo da história, que nunca resolveu o aperto fundamental.”

Há “evidências crescentes de que as commodities não são mais centradas na China”, disseram os analistas. O principal motivo do maior poder dos EUA no mercado é o estímulo fiscal do governo de Washington, mas também existem fatores estruturais. A China já não se beneficia tanto de mão de obra barata ou de sua anterior indiferença às questões ambientais, que fazem disso um paradigma mudança, disseram.

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