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Cogna dispara, mas ainda está barata, dizem analistas; veja se vale entrar

PUBLICADO EM: 15.6.21 | 14H03
ATUALIZAÇÃO: 15.6.21 | 14H28
Múltiplos descontados e expectativa com reabertura da economia levam os papéis da companhia para disparada de 16% no mês

SALA DE AULA DA COGNA: ação da empresa de educação sobe 16% no mês | Foto: Germano Lüders/Exame Foto: Germano Lüders 16/04/2014 Sorocaba/SP

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Nos últimos 30 dias, as ações da Cogna (COGN3) disparam 16%, contra alta de 6,3% do Ibovespa no mesmo período. Só ontem os papéis subiram mais de 9%. Na esteira do movimento, uma expectativa de retomada mais rápida da economia após o governo de São Paulo antecipar em um mês o calendário de vacinação no estado, além de uma avaliação do mercado de que os ativos da empresa estão descontados em Bolsa

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“Das empresas de educação listadas, a Cogna é a mais barata, negociando com um múltiplo preço sobre valor patrimonial (P/VP, que mensura quanto o mercado está disposto a pagar sobre o valor patrimonial de uma empresa) de 0,7 vez. Esse desconto do múltiplo ajuda a justificar também essa disparada”, comenta o analista Marcel Zambello, do BTG Pactual digital

Depois de terem chegado perto dos 10,00 reais em julho de 2020, pouco antes do IPO da Vasta, subsidiária da Cogna, na bolsa americana Nasdaq, os papéis da companhia afundaram, tocando a região dos 3,40 reais, mínima histórica, em março deste ano. 

"Na ocasião do IPO da Vasta, o mercado ficou eufórico, uma vez que a oferta poderia ajudar no processo de desalavancagem da empresa em função do dinheiro que ia entrar em caixa e do crescimento meteórico prometido pela companhia. Mas os números da Vasta vieram bem mais fracos do que o estimado e o papel desabou". 

"O pior cenário já estava embutido nos preços das ações agora. Com essa perspectiva mais animadora sobre a retomada, os papéis reagiram forte", argumenta Zambello. 

Ainda assim, o BTG mantém recomendação neutra para as ações COGN3. "Preferimos no setor players qualificados, como Cruzeiro do Sul (CSED3) e Ânima (ANIIM3), que investem nos cursos chamados 'premium', como medicina, e que têm maior potencial de crescimento no ensino à distância", disse o analista. O banco tem também entre as suas preferidas as ações da Vitru, que são negociadas na Bolsa americana Nasdaq, com foco no EAD.  

No acumulado do último mês, os papéis da Ser Educacional (SEER3) e Ânima (ANIM3), sobem 29% e 4,5%, respectivamente. Na B3, outras educacionais também avançam nesse período: Yduqs (YDUQ3) Cruzeiro do Sul (CSED3) registram alta de 10% e 9%.

"O setor de educação foi um dos mais impactados pela pandemia. E, diante de expectativas melhores, o ensino presencial deve se recuperar gradualmente, enquanto o ensino à distância (EAD) deve manter crescimento acelerado", apontam os analistas da Genial Investimentos, que veem o cenário atual mais favorável para uma melhora das margens operacionais e rentabilidade das companhias.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
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Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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