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Cogna faz compromissos ESG em busca de equidade e impacto social

PUBLICADO EM: 25.11.21 | 14H00
ATUALIZAÇÃO: 25.11.21 | 13H13
Metas ESG serão incorporadas na remuneração dos executivos. Entre elas, está a de capacitar 150 mil professores de educação pública

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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A empresa de educação Cogna anuncia nesta quinta-feira, 25, uma série de compromissos socioambientais e de governança (ESG, na sigla em inglês). Entre elas, está o de capacitar 150 mil professores de escolas públicas, com produtos e serviços educacionais, até 2025. A companhia também se comprometeu a ter equidade entre homens e mulheres nos cargos de liderança, no mesmo período.

Esses compromissos farão parte da remuneração variável dos executivos, a partir de 2023. Segundo Juliano Griebeler, diretor de sustentabilidade da companhia, as metas estão sendo definidas desde junho, e foram obtidas a partir de estudos realizados internamente. “Já atuamos em um setor que gera impacto positivo naturalmente, porém, sentimos a necessidade de firmar novos compromissos, até em função de pedidos dos professores e funcionários”, diz Griebeler.

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No tópico de diversidade, a Cogna também se comprometeu a ter 40% das posições de liderança ocupadas por pessoas negras (pretos e pardos). Toda a liderança da companhia passará por cursos de capacitação em diversidade.

Além de capacitar 150 mil professores, a empresa também irá capacitar 150 mil pessoas em negócios e competências empreendedoras, e beneficiar 5 milhões de pessoas por meio de atendimentos comunitários e projetos sociais.

Momento de virada

Os compromissos ESG da Cogna chegam em um momento de lenta recuperação de seus resultados. Os resultados do terceiro trimestre de 2021 mostram que, apesar dos esforços para sair do sufoco, a empresa continua em ritmo lento. A receita do período foi de 1,17 bilhão de reais, a mais baixa para um trimestre desde 2016. Já o prejuízo no período ficou em 122 milhões de reais. A empresa perdeu mais de 80% de seu valor de mercado desde 2017 e vale hoje 4,9 bilhão de reais na bolsa.

Em relatório, o banco BTG Pactual destaca que a administração da Cogna “acredita que este trimestre marca um ponto de inflexão para seus ciclos de captação de alunos (especialmente no ensino presencial) e está confiante em um melhor cenário no primeiro semestre de 2022”.

Os números do terceiro trimestre já mostram uma retomada na captação de alunos no ensino presencial. Foram 32 mil matrículas, ante 24 mil no terceiro trimestre de 2020, auge da pandemia. É um crescimento, mas ainda pequeno se comparado às 66 mil matrículas do terceiro trimestre de 2019, em um cenário pré-covid, como destaca o banco Credit Suisse.  “Com as formaturas e evasões, a base de estudantes presenciais chegou a seu ponto mais baixo desde 2014 (com 199 mil estudantes)”, diz o banco em relatório.

A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio praticamente todas as empresas do setor de educação. O ensino presencial, mais caro que os cursos online, foi duramente afetado, reduzindo receitas e colocando o setor em alerta. Mas, no caso da Cogna, o susto chegou em péssima hora, quando a companhia já se debatia com seus próprios problemas. Passado o momento mais crítico da pandemia, e com a retomada das aulas presenciais, a expectativa é de que as coisas fiquem no mínimo menos difíceis.

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com


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