TECNOLOGIA

Com nuvem da AWS, BTG+ quer personalizar a experiência de cada correntista

PUBLICADO EM: 14.4.21 | 8H00
ATUALIZAÇÃO: 15.4.21 | 10H20
Líder no mercado de computação em nuvem, a companhia criada pela Amazon já é parceira do BTG Pactual desde 2016. Agora vai auxiliar as operações do BTG+

BTG+: banco digital do BTG Pactual quer atender as demandas do cliente pessoa física

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Rodrigo Loureiro

Repórter de tecnologia, ciência e negócios | rodrigo.loureiro@exame.com



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O BTG+ é o primeiro banco com operações totalmente baseadas em nuvem do Brasil. Lançado em janeiro como uma aposta do BTG Pactual para conquistar o cliente pessoa física, o BTG+ quer usar dados de seus clientes para criar experiências de uso diferenciadas e que vão desde a abertura de conta às sugestões de investimentos. Para isso, a companhia anunciou que vai utilizar os sistemas de gestão de computação em nuvem da AWS.

As duas empresas já são parceiras desde 2016, quando a empresa criada pela Amazon foi escolhida pelo banco para auxiliar na estratégia digital da companhia. Nos últimos anos, a AWS foi responsável por permitir que o BTG Pactual não apenas crescesse no Brasil, mas também atingisse clientes em outros países das Américas e da Europa, como Estados Unidos, México, Peru, Chile, Colômbia, Argentina, Reino Unido e Portugal.

“Para fazer o uso massivo das informações com o objetivo de trazer uma oferta personalizada para cada cliente, é preciso ter ferramentas eficientes de gestão de dados. O alinhamento da estratégia de negócio com a AWS, que já é uma parceira do BTG Pactual, traz a possibilidade para que o BTG+ possa ser escalado de forma rápida e precisa. E isso será um dos diferenciais em um mercado tão acirrado”, diz Rodrigo Cury, CEO do BTG+.

Dados de fevereiro deste ano compilados pela consultoria Canalys apontam a AWS como a principal empresa de computação em nuvem do planeta. A empresa detinha 31% do mercado de infraestrutura de nuvem. A rival mais próxima é a Microsoft. O serviço Azure conta é utilizado por 20% do mercado. Google e Alibaba aparecem com percentuais menores do que 7%.

No Brasil, a AWS já é utilizada por rivais do BTG, como o Nubank, por exemplo. Mas isso não quer dizer que o BTG+ vai se assemelhar com o banco do cartão roxo. “Há mais de 15 tipos diferentes bancos de dados e cada um traz um diferencial competitivo diferente. A AWS faz uma análise profunda das necessidades de cada um de seus clientes. Há banco que focam mais em um do que em outro segmento”, explica Cleber Morais, diretor geral do setor corporativo da AWS para o Brasil.

Uma nuvem para cada céu

Mas por que a nuvem? A resposta é a possibilidade de escalar o negócio. Na arquitetura elaborada pelas duas empresas, cada uma das funcionalidades do BTG+ poderá ser escalada de forma horizontal e acordo com a demanda do momento. Isso significa que o banco digital poderá ajudar seus serviços e produtos a qualquer momento em que precisar de forma mais ágil e com custos reduzidos.

Essa flexibilidade vai ajudar o BTG Pactual em sua carta na manga para competir contra Nubank, Banco Inter, C6, além de gigantes tradicionais como Itaú, Santander e Bradesco, pelo cliente pessoa física. O BTG+ quer ser um banco único com experiências personalizadas para cada um dos 4,5 milhões de correntistas que o banco digital espera ter nos próximos três. Fazer isso exige o uso de massivo de captação e gestão de dados.

Cury explica que isso deve ser feito desde o momento da abertura da conta até a escolha dos benefícios do cartão de crédito. “Não faz sentido oferecer um programa de milhas para um cliente que não gosta de viajar. Ou oferecer benefícios de gastronomia, por exemplo, para quem não se importa muito com isso”, diz o executivo. A ideia é permitir que cada cliente possa escolher as vantagens que mais agradam aos seus gostos.

Neste contexto, a AWS entra com ferramentas de analytics e machine learning para auxiliar na compreensão das necessidades de cada um dos correntistas. Estes problemas deverão ser antecipados pelas duas empresas graças à interpretação dos dados coletados e que irão ajudar a criar uma experiência de uso personalizada e que vai desde a abertura da conta até a sugestão de investimentos baseado no perfil de cada correntista.

“Estamos em uma indústria que ainda falta uma grande disrupção. A demanda  do consumidor é muito diferente do que era antes”, diz Cury. Segundo ele, os bancos precisam se conectar de forma mais próxima com o correntista para antecipar suas necessidades. “Imagine receber uma notificação no seu aplicativo informando sobre a necessidade do pagamento de uma conta como a parcela do IPVA e poder fazer o pagamento só com um toque”, afirma Cury.

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Rodrigo Loureiro

Repórter de tecnologia, ciência e negócios | rodrigo.loureiro@exame.com


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