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Comprei ações da Eletrobras nesses 5 anos e comprarei mais, diz Wilson Ferreira

PUBLICADO EM: 25.1.21 | 17H17
ATUALIZAÇÃO: 25.1.21 | 17H23
Em teleconferência com investidores, o executivo disse que certamente irá comprar mais da estatal assim que puder; "É uma forma de mostrar a confiança que tenho nessa companhia"
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Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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O presidente da Eletrobras (ELET3; ELET6), Wilson Ferreira Junior, disse que a pandemia atrapalhou o processo de privatização da companhia, mas havia perspectiva de retomada no segundo semestre do ano passado. No entanto, mesmo com empenho do executivo, do ministério de Minas e Energia, que tem ressaltado a importância do tema e que tem sido acompanhado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não foi possível ver tração nesse processo, afirmou, em teleconferência com investidores realizada na tarde desta segunda-feira, 25.

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Ferreira Junior disse que a avaliação sobre as dificuldades para a privatização da empresa deve-se a uma percepção pessoal e reforçou seu compromisso com a companhia e em fazer uma “transição harmoniosa" com seu sucessor. “Eu acredito muito nessa empresa e meu compromisso vai além do prazo de transição”, disse. O executivo fica no comando da elétrica até o dia 5 de março, mas seguirá atuando no conselho de administração da estatal. 

“Depois de um trabalho de cinco anos, aceitei um novo desafio, mas continuo no conselho de administração [da Eletrobras]. Isso continua como prioridade”. Ferreira Junior vai comandar a BR Distribuidora (BRDT3), em substituição a Rafael Grisolia, que deixará o cargo de presidente da companhia.  

O executivo ressaltou ainda os feitos durante os anos em que esteve na presidência da empresa, com a condução do programa de reestruturação da estatal, que incluiu, entre os principais pontos, a redução do quadro de funcionários, profissionalização da empresa, melhora da governança corporativa e diminuição de custos e alavancagem. “Só nos últimos três, fizemos mais de 30 bilhões de lucro. Tivemos um reconhecimento importante do mercado. O valor da companhia multiplicou por 5 vezes nesse período, o número de acionistas também”, disse. 

De acordo com ele, a maior convicção sobre uma companhia é ter ações dessa empresa. “Eu comprei ações da Eletrobras ao longo desses últimos anos e nunca as vendi. Certamente, comprarei mais agora, assim que puder. É uma forma de mostrar a confiança que tenho nessa companhia”, comentou. 

Ferreira Junior ressaltou que a empresa está preparada para o processo de privatização, mas que precisa de apoio no Congresso, apontando que, capitalizada, a empresa pode ser mais competitiva, crescer mais e ocupar mais espaço. 

De acordo com o atual presidente do conselho de administração da estatal, Ruy Schneider, a companhia vai iniciar um processo de identificação, seleção e análise de potenciais substitutos para a vaga de Ferreira Junior, com a escolha devendo ser anunciada até março.

Schneider ressaltou ainda que o conselho de administração da companhia, do qual Ferreira Júnior fará parte, "aprovou o plano de desenvolvimento de negócios e está comprometido com a sua implementação".

"Há continuidade em curso que se reflete na adesão ao plano de desenvolvimento de negócios. Temos o compromisso de tornar a empresa mais forte e competitiva ", disse, acrescentando que "potenciais substitutos de Ferreira Júnior estão sendo analisados, num processo que envolverá uma empresa especializada".

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Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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