Crise consagrou a reserva de emergência, diz André Bona | Exame Invest
Exame Invest
Invest

Crise consagrou a reserva de emergência, diz André Bona

PUBLICADO EM: 30.3.21 | 7H09
ATUALIZAÇÃO: 29.3.21 | 22H09
Para educador financeiro, a pandemia provou a solidez e a resiliência dos investidores que fazem a distinção entre capital de curto e longo prazo
André Bona

(Alexandre Navarro)

Imagem da Editoria Exame Invest
Vanessa Daraya

Repórter da Exame



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 3MIN

Quais são os investimentos que estarão em alta no futuro? Para o educador financeiro André Bona, essa discussão vai muito além de listar ativos com potencial para os próximos anos. “Certamente esses investimentos são aqueles que o investidor vai fazer pensando em uma alocação que faça sentido ao seu perfil de risco, de olho na longevidade, no efeito dos juros compostos, com capacidade de deixar o investimento trabalhar sozinho, sem atrapalhá-lo”, afirma em painel do Future of Money, evento online realizado pela EXAME.

A conversa transmitida pelo YouTube aconteceu com Bruno Lima, head de renda variável da EXAME Invest Pro, e Juliana Machado, especialista em fundos de investimentos da EXAME. No bate-papo, Bona destacou que a pandemia provou a solidez e a resiliência dos investidores que realmente fazem a distinção entre o capital de curto prazo, para emergências, e o capital de longo prazo. "A existência do capital de curto prazo é o que permite a existência do investimento de longo prazo. Então ele funciona como uma blindagem", explica.

Isso porque, ao investir em renda variável, o investidor se submete a riscos. Caso ele não tenha uma reserva de emergência e tenha que resgatar o dinheiro alocado em ativos voláteis em uma urgência, vai se ver despreparado e pode ter prejuízos. Dessa forma, a reserva de emergência se faz muito importante, pois serve como uma proteção.

Para Juliana Machado, a pandemia mostrou que o colchão de liquidez é fundamental para qualquer pessoa, sendo ela investidora ou não. “É algo essencial, que dá tranquilidade para, em momentos como março de 2020 e como o que estamos vivendo agora, você ter uma maior confiança em relação às suas outras parcelas de investimento", diz.

Visão de longo prazo

Outro ponto abordado pela analista da EXAME, e também por André Bona, foi a visão de longo prazo. Os dois especialistas acreditam que esse tipo de pensamento tem de ser primordial para qualquer tipo de investidor, do moderado ao arrojado.

"Não tem outra maneira, a não ser o longo prazo. Migrar para o risco, para qualquer coisa que envolva renda variável, demanda você deixar os investimentos por um tempo maior na carteira. Querer sair antes ou entrar no momento certo é algo que não existe. O momento de investir é agora", salienta Juliana Machado. Ela acrescenta que a reserva de emergência deve ser pensada sempre para o acesso emergencial ao montante, e os outros investimentos devem sempre estar apontados para o longo prazo.

Veja a conversa completa – que aborda também investimentos fora do país, alocação, estratégias, fundos de investimentos, ETFs, entre outros assuntos – no vídeo abaixo.

 

Segundo dia do Future of Money

Nesta terça-feira (30), haverá o segundo dia do FOM, que será composto por três painéis. O início será com o painel "A importância de ler o mercado de ações agora da forma correta para investir melhor depois". Durante o dia, ainda terão painéis sobre criptoativos e a profissão emergente: "Agente Autônomo de Investimentos (AAI)". Confira a programação completa e participe.


Leia também

Imagem da Editoria Exame Invest
Vanessa Daraya

Repórter da Exame


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame