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Para ampliar impacto social, Dr. Consulta oferece atendimento gratuito

PUBLICADO EM: 28.6.21 | 19H05
ATUALIZAÇÃO: 28.6.21 | 19H20
Com avanço do ESG, empresas estão olhando para a área social e mais empreendedores adotam o conceito de impacto como modelo de negócios
Dr Consulta

Clínica do Dr. Consulta: empresa foi criada com a ambição de solucionar os desafios do acesso à saúde

Imagem da Editoria Exame Invest
Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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O Dr. Consulta, startup de serviços médicos, lança nesta segunda-feira, 28, um projeto piloto que vai oferecer atendimento gratuito a jovens de baixa renda. O programa inicia a partir de uma parceria com o Instituto Sol, ONG focada em educação inclusiva.

Além de usufruírem dos serviços sem custos, os 26 alunos do instituto terão a oportunidade de conhecer a operação do Dr. Consulta e, caso se interessem pela área de saúde, pleitear um estágio. “Somos uma empresa de impacto social e estamos expandindo as formas de atuar e materializar o nosso propósito de salvar vidas”, afirma Renato Velloso, CEO do Dr. Consulta. “Queremos retornar à sociedade o que recebemos.”

A ideia do modelo de impacto social é desenvolver negócios que atendam um desafio da sociedade e, ao mesmo tempo, gerem retorno ao acionista, como um empreendimento tradicional. O Dr. Consulta surgiu com a ambição de solucionar o problema do acesso à saúde no Brasil.

“Já atendemos a uma grande parcela de pessoas que não têm condição de um plano de saúde privado. Dentro deste ciclo virtuoso, também vamos ajudar jovens que querem fazer a diferença na sociedade, para construirmos um futuro melhor”, diz Velloso.

Sobram ideias, falta coragem

O sucesso do Dr. Consulta levanta a questão do incentivo a empresas de impacto. Um levantamento feito desde 2017 pela Pipe.Social, organização que funciona como um marketplace de negócios sociais, aponta que a demanda dos empreendedores de impacto por capital de risco segue alta há quatro anos.

As empresas de impacto também estão contando menos com o governo. No período analisado, o percentual dos negócios que focam em vender para o governo caiu de 27% para 19%. “É sabido que os processos internos do governo de compra e aquisição de inovação são uma barreira importante a ser vencida, principalmente para as soluções de educação e cidadania. Verticais de impacto que poderiam contar com mais govtechs para endereçar seus desafios”, aponta o relatório.

Por outro lado, a pandemia trouxe uma nova perspectiva para as empresas de impacto. “Uma tendência visível no mundo corporativo nos últimos anos, que aumentou durante a pandemia, foi o ativismo empresarial”, diz a Pipe. “A tendência é que esse ativismo empresarial impulsione uma maior participação das empresas no ecossistema de impacto de forma estruturada, programática e pragmática.”

É uma oportunidade de negócios. Entre os investidores do Dr. Consulta, que levantou mais de 100 milhões de dólares, estão Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Nizan Guanaes.

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com


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