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É hora de voltar para a renda fixa? Analista do BTG explica

PUBLICADO EM: 17.9.21 | 17H34
A alta volatilidade da bolsa e o aumento da taxa básica de juro ampliam a atratividade do segmento, mas é preciso balancear a carteira. Entenda
É hora de voltar para a renda fixa?

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Isabel Rocha

Repórter da Exame



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Impulsionada pelo aumento da inflação, a taxa básica de juro do país voltou a subir em 2021 e, segundo especialistas, deve fechar o ano em torno de 8%. Mais do que uma reação à pressão inflacionária observada nos últimos meses, o novo ciclo de altas da Selic também representa uma oportunidade para quem busca aumentar seus rendimentos com ativos de renda fixa.

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Historicamente mais seguro e estável que o mercado acionário, o segmento volta a ganhar atratividade depois de um longo ciclo de quedas da Selic; que começou em 2019, culminou com o piso histórico de 2% ao ano e levou milhares de pessoas físicas a se aventurarem no mercado de renda variável.

Agora, com a taxa na casa dos 5,25% e o ciclo de altas longe do fim, o que se observa é um movimento contrário. “Se olharmos para o fluxo dos fundos de investimento em renda fixa e crédito privado, ou até mesmo para a demanda por investimentos diretos (como debêntures, CRIs e CRAs), já é possível observar uma demanda bem maior”, avalia Odilon Costa, analista de renda fixa e crédito privado do BTG Pactual digital.

Não à toa, os fundos de renda fixa tiveram a melhor performance da indústria em agosto, chegando a registrar 41 bilhões de reais em captação líquida segundo dados da Anbima.

A importância de balancear a carteira

 

Apesar de o aumento da curva de juros impulsionar a rentabilidade dos investimentos de renda fixa, é preciso ter calma antes de realizar alterações bruscas na carteira.

Decidir alocar seu capital em determinado segmento ou desmontar sua posição em bolsa apenas porque a Selic subiu, mas sem considerar outros aspectos do cenário macroeconômico ou os seus próprios objetivos como investidor, por exemplo, pode trazer riscos.

“Todo mundo precisa ter uma boa noção de seu perfil de investidor, tolerância ao risco e objetivos antes de fazer alterações estruturais na carteira. Claro que pode haver uma pequena parcela destinada a aproveitar oportunidades de mercado, mas o grosso da carteira tem de seguir o perfil do investidor”, alerta Costa.

Vale lembrar, também, que a diversificação segue sendo a melhor das estratégias para ter sucesso no mundo dos investimentos – especialmente em momentos de alta volatilidade e incertezas.

Mais retornos com menos riscos: é possível?

 

É importante ter em mente que, entre os investimentos mais conservadores (como a poupança) e os mais arrojados (como os do mercado acionário), existe uma variedade enorme de ativos com relação de risco e retorno intermediária.

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Dentro da renda fixa, por exemplo, é possível otimizar a relação risco vs. retorno com os títulos prefixados, atrelados à inflação ou os de crédito privado voltados para empresas com perfil de crédito mais agressivo

E o oposto também é verdadeiro: é possível encontrar ativos mais voltados para a construção de renda e com menos volatilidade dentro da renda variável – caso dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), por exemplo.

Costa explica que, atualmente, o maior call da equipe de renda fixa do BTG é para os títulos pós-fixados de crédito privado. Isso porque eles tendem a se beneficiar do processo de reprecificação causado pela elevação da Selic.

“A gente observa que não houve um movimento tão relevante de ajuste nos prêmios de crédito dos papéis pós-fixados, especialmente dos títulos bancários, em função do aumento da Selic e dos juros futuros. Então temos uma Selic caminhando para 8% no final do ano e prêmios de crédito relativamente atrativos. Os CDBs que estão pagando hoje 105%, 110% do CDI provavelmente voltarão a pagar algo muito próximo de 100%, 103% do CDI. Então esse é um momento oportuno para entrar”, explica.

Já para quem busca se proteger da inflação e está disposto a abrir mão da liquidez, a dica do analista é procurar por títulos atrelados à inflação com duration médio de três a cinco anos.

 

 

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