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Eletrobras salta 11% na semana e lidera ganhos; Vale tem a 4ª no positivo

PUBLICADO EM: 11.12.20 | 10H48
ATUALIZAÇÃO: 11.12.20 | 18H34
Confira os principais destaques de ações desta sexta-feira
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Em pregão volátil, o Ibovespa encerrou esta sexta-feira, 11, no zero a zero, mas ainda assim marcou sua sexta semana seguida no positivo, acumulando no período alta de 1,21%. No pregão, as principais contribuições positivas em pontos vieram das ações da B3 (B3SA3), depois de dados operacionais positivos em novembro, Banco do Brasil (BBAS3) e Equatorial (EQTL3). Do outro lado, apareceram Lojas Americanas (LAME4), Petrobras (PETR4), puxada pelos preços do petróleo no exterior, e Magazine Luiza (MGLU3).

Em variação, as ações da Eletrobras (ELET3; ELET6), com alta de mais de 4%, lideraram os ganhos do índice no pregão e também no acumulado da semana (com valorização superior a 11%), com investidores de olho em possível privatização. Na contramão, os papéis da Lojas Americanas (LAME4), Multiplan (MULT3) e PetroRio (PRIO3) encaberaçam as perdas, com queda entre 5,48% e 3,57%. Na semana, Rumo (RAIL3), Lojas Americanas (LAME4) e Cosan (CSAN3) registraram os piores desempenhos do índice, com desvalorização de 9,06%, 6,72% e 6,70%.

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Confira abaixo os principais destaques de ações deste pregão:

Eletrobras 

As ações ordinárias e preferenciais da Eletrobras (ELET3; ELET6) dispararam 4,23% e 5,65%, respectivamente, nesta sessão, com investidores de olho na possível privatização da empresa. Na semana, os papéis acumularam alta de 12,96% e 11,26%, liderando os ganhos do Ibovespa.

Segundo o estrategista Gustavo Cruz, da RB Investimentos, o movimento ocorre na esteira da comentários do senador Eduardo Gomes, líder do governo, que defendeu que a desestatização da Eletrobras seja um dos principais temas do Congresso no próximo ano. Gomes disse, inclusive, que enxerga chance da votação ocorrer ainda no primeiro semestre.

"O tema vem sendo discutido desde o governo Temer e aparentemente está ficando cada vez mais maduro. Investidores acreditam que realmente tenha mais chance de passar em breve", comenta o estrategista.

Nesta semana, o BTG Pactual iniciou cobertura das ações da empresa, com recomendação de compra e preço-alvo em 63,00 reais por papel PN, o que implica um potencial de valorização superior a 63% frente ao fechamento de hoje. No caso de uma privatização ser concretizada, o banco aponta que esse potencial de ganhos poderia superar os 100%, com o preço-alvo saltando para 75,00 reais.

Vale

 

Seguindo o tom de cautela do mercado hoje, as ações da Vale registraram ligeira baixa de 0,16% e se descolaram dos preços do minério de ferro, que tiveram mais um pregão de alta expressiva. Os contratos futuros da commodity negociados na bolsa de Dalian, na China, subiram 4,38%, cotados em 989,5 iuanes, depois de terem avançado quase 7% ontem.

Ainda assim, na semana, os papéis da mineradora acumularam alta superior a 3,51%, na sua quarta alta semanal consecutiva.

No radar da companhia ainda, a agência de classificação de risco S&P Global alterou a perspectiva da companhia de negativa para estável. O rating foi mantido em "BBB-". A revisão é explicada pela expectativa de que a Vale consiga manter sua alavancagem, medida pelo indicador dívida líquida/Ebitda, em duas vezes, mesmo diante de projeções maiores com dividendos, investimentos e com potenciais multas relacionadas ao rompimento da barragem em Brumadinho.

Ambev 

O Itaú BBA iniciou cobertura das ações da Ambev (ABEV3) com recomendação outperform, equivalente a compra, e preço-alvo em 18,00 reais, o que implica em um potencial de valorização de 15% em relação ao fechamento de ontem. Os analistas comentam que as perspectivas de curto prazo são difíceis diante de custos crescentes, mas a maior digitalização da empresa e o maior alcance de seu sistema de distribuição são as principais vantagens. Na sessão, no entanto, os papéis da companhia recuaram 1,21%, mas na semana acumularam alta de 5,16%.

No início desta semana, o HSBC elevou a recomendação dos papéis para compra, citando evidências de resultados positivos da transformação digital da companhia.

Petrobras

Os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) recuaram cerca de 0,9% hoje, acompanhando os preços do petróleo no exterir. Os contratos do petróleo Brent, negociados em Londres e usados como referência pela estatal, caíram 0,46%, mas ainda registraram sua sexta alta semanal seguida.

Com leve alta de 0,15% neste semana, as ações preferenciais da estatal também conseguiram emplacar sua sexta valorização semanal seguida. Já os papéis ordinários quebraram uma sequência de cinco altas e registraram sua primeira semana no negativo, com ligeira queda de 0,32% no período.

B3

As ações da B3 (B3SA3), que chegaram a cair mais de 1,5%, viraram para o positivo e encerraram a sessão com alta de 1,08%, em meio a dados operacionais de novembro, divulgados pela empresa ontem à noite, vistos como positivo pelo mercado.

A empresa reportou um volume financeiro médio diário no mercado de ações de 34,18 bilhões de reais no mês de novembro, avanço de 74,9% frente ao mesmo período de 2019 e alta de 20% na comparação com outubro. O número de investidores ativos atingiu 3.205.871, crescimento de 93,8% quando comparado com novembro de 2019.

Segundo os analistas do Credit Suisse, os dados operacionais de novembro e projeções da empresa do próximo ano são positivos para a ação e destacam que a tendência de receita deve continuar bastante forte, sustentada pelo volume (de 34,2 bilhões de reais movimentado em média por dia em novembro com ações, bem próximo do pico em março).

Diante dos números, eles reforçaram recomendação outperform, equivalente a compra, para B3, apontando que a ação é negociada com um múltiplo P/L (Preço sobre Lucro) de 25 vezes estimado para 2021, o que representa um desconto de 7% frente aos pares globais.

Além disso, eles veem um potencial de alta nas projeções de lucros do mercado para a empresa em 2021, uma vez que assumem um volume média diário transacionado de 28 bilhões de reais e apenas 10% de crescimento nas receitas de derivativos listados, contra uma taxa anual composta de crescimento (CAGR, na sigla em inglês) de três anos de 27%.

Os analistas comentam ainda que, depois de 5 dias de queda, a ação "finalmente" mostrou uma forte recuperação ontem, fechando com alta de 2,75%. "Ressaltamos fluxo comprador de investidores estrangeiros essa semana, com locais como principais contraparte, reduzindo B3 para comprar os bancos tradicionais", comentam.

Rede D'Or

Depois de estrear na Bolsa ontem com alta de 8%, as ações da Rede D'Or (RDOR3) marcaram seu segundo pregão seguido de ganhos. Os papéis registraram valorização de 4,09% nesta sessão.

Oi

As ações ordinárias e preferenciais da Oi (OIBR3; OIBR4) caíram 2,88% e 1,13%, nesta ordem. No radar, está marcado para próxima segunda-feira, 14, o leilão da unidade de telefonia móvel da companhia.

Embora o mercado não espere por grandes surpresas — o consórcio entre Vivo, Tim e Claro já tinha formalizado a proposta de 16,5 bilhões de reais —, os analistas da Exame Research comentam que a perspectiva de sucesso do leilão e avanço no programa de venda de ativos da Oi, fundamental para o plano de recuperação judicial da companhia, tende a dar ânimo às ações da empresa.

Triunfo

As ações da Triunfo (TPIS3) dispararam 14,58% após a 8ª Vara Cível de Campinas aprovar o encerramento da recuperação judicial do Aeroporto de Viracopos, iniciado em maio de 2018. Com a aprovação, poderá ter início o processo de relicitação do aeroporto, controlado pela UTC e Triunfo.

"O encerramento da recuperação judicial representa o atendimento da condição de eficácia do Termo Aditivo ao Contrato de Concessão celebrado entre a Concessionária e a ANAC em 15 de outubro de 2020, sendo mais um importante passo para prosseguimento da relicitação do Aeroporto Internacional de Viracopos. Além disso, é importante passo que conduzirá à materialização do direito â indenização bem
como dos pleitos de reequilíbrio através das arbitragens", comenta a empresa, em fato relevante divulgado ao mercado.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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