TECNOLOGIA

Alphabet e Amazon divulgam balanço do 4º trimestre nesta terça

PUBLICADO EM: 2.2.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 2.2.21 | 22H38
A controladora do Google deve apresentar um lucro por ação com crescimento de apenas 1%. Na Amazon, a expectativa é de quebra de recordes

Google: previsão de aumento na receita com publicidade, mas números não tão positivos para os acionistas (NurPhoto via Getty Images)

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Rodrigo Loureiro

Repórter de tecnologia, ciência e negócios | rodrigo.loureiro@exame.com



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Depois de Facebook, Microsoft e Apple na semana passada, chegou a vez de mais duas gigantes da tecnologia anunciarem seus resultados do 4º trimestre do ano passado. Nesta terça-feira, após o fechamento do pregão das bolsas americanas, a varejista online Amazon e a Alphabet (empresa-mãe do Google) divulgam seus balanços financeiros. Ainda que as empresas vivam momentos distintos, a expectativa é de que ambas apresentem números positivos nos resultados trimestrais.

Amazon

Pelo lado da varejista americana, a expectativa é de que o faturamento aumente entre 28% e 38% em relação aos 87,4 bilhões de dólares obtidos no mesmo período de 2019. Na projeção mais positiva, a companhia de Jeff Bezos espera vendas na casa de 121 bilhões de dólares durante os meses de outubro, novembro e dezembro, que contemplam também o 4º trimestre fiscal da gigante de Seattle.

O expressivo aumento no último trimestre é esperado porque o Prime Day, o dia em que a varejista dá descontos agressivos em sua loja virtual (e vendas bilionárias), foi adiado em alguns meses e ocorreu durante o último trimestre e não durante o 3º trimestre. Vale lembrar, porém, que a receita da Amazon no trimestre anterior já havia crescido 37%, para 96,1 bilhões de dólares, mesmo com o Prime Day adiado.

Mas não é só o varejo online que deve guiar o crescimento da Amazon no trimestre. Wall Street espera que a companhia continue apresentando crescimento acima de 25% em sua receita com serviços de computação em nuvem. No 3º trimestre, a divisão rendeu 11,6 bilhões de dólares para a empresa, 12% da receita total. O número mais expressivo foi o lucro de 3,5 bilhões, 57% do lucro operacional total.

Para os investidores, a expectativa é de que as ações da companhia gerem lucro de 7,19 dólares por cada papel, acima dos 6,47 dólares obtidos no ano passado. Quem comprou ações no começo de outubro e vendeu no final do ano passado obteve alta de pouco mais de 1%. Já durante 2020, as ações da Amazon tiveram alta de 62%. A companhia está avaliada atualmente em 1,6 trilhão de dólares.

Alphabet

A controladora do Google espera receita de 53,3 bilhões de dólares no 4º trimestre de 2020 (também 4º trimestre fiscal), um aumento de pouco mais de 15% em relação ao mesmo período de 2019. O que deve alavancar os números é a receita obtida com serviços de computação em nuvem, que pode saltar 46%, de 2,6 bilhões para 3,8 bilhões de dólares, no período de um ano.

Além da nuvem, analistas de Wall Street esperam que a Alphabet registre aumentos expressivos também em relação à receita obtida com publicidade, principalmente por conta de um aumento registrado em dezembro. Mais empresas passaram a anunciar online de olho na chegada das vacinas e em um possível arrefecimento da pandemia ao longo de 2021. Em 2019, vale lembrar, as receitas com publicidade no YouTube já haviam crescido 32,4% para 5 bilhões de dólares.

Avaliada em quase 1,3 trilhão de dólares, a Alphabet viu suas ações dispararem 17% no 4º trimestre. É um percentual expressivo, principalmente porque as ações subiram apenas 22% durante todo o ano. Aos investidores, vale a atenção de que o lucro por ação deve ficar em 15,50 dólares por papel, quase o mesmo registrado em 2019 (15,35 dólares por ação).

Os resultados podem não ser muito animadores, mas ao menos são positivos. Vale lembrar que o lucro trimestral por ação do Google chegou a oscilar bastante nos últimos anos, inclusive com uma queda de quase 30% durante o 2º trimestre de 2020. A previsão de alta de 1% é bastante inferior ao crescimento de 20,2% registrado pela Alphabet no 4º trimestre de 2019.

Outros balanços:

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Rodrigo Loureiro

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