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ESG

Empresas vão pagar por ações contra desmatamento. Brasil pode receber

PUBLICADO EM: 1.6.21 | 9H35
ATUALIZAÇÃO: 1.6.21 | 9H36
Nova iniciativa visa comprar créditos de carbono obtidos com redução de emissões. Países como Reino Unido e EUA apoiam esquema, que envolve gigantes como Amazon e Nestlé
Pará PA 22 12 2020 A Polícia Federal anunciou, ontem, ter feito “a maior apreensão de madeira nativa da história do Brasil”. Ao longo de vários dias, os agentes apreenderam 43,7 mil toras, com 131,1 mil metros cúbicos de madeira bruta, extraída de uma área de 20 mil quilômetros quadrados. Ela fica no extremo oeste do Pará, na divisa com o vizinho Estado do Amazonas. São as duas maiores unidades federativas do país (em conjunto, ocupam um quarto do território nacional).Só a madeira já computada é mais do que o dobro da maior apreensão anterior, efetuada 10 anos atrás, em 2010. Foram 65 mil metros cúbicos de madeira, retirada da Reserva Extrativista (Resex) Renascer, também no oeste do Pará.foto PF (via Amazonia Real)

Brasil poderia receber US$ 1 bilhão se o desmatamento de florestas tropicais primárias for reduzido em 10%

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Uma nova iniciativa para coibir o desmatamento pode beneficiar o Brasil, revelou o jornal britânico Financial Times.

No mês passado, gigantes como Unilever, Salesforce, Amazon e Nestlé endossaram a iniciativa conhecida como Redução de Emissões por Aceleração do Financiamento Florestal (Leaf, na sigla em inglês, palavra que também significa "folha") prevê uma verba bilionária que seria destinada a países em troca de créditos de carbono ligados à redução dos danos às florestas, via políticas proativas para diminuir o desmatamento.

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Segundo o esquema do Leaf, só o Brasil poderia receber US$ 1 bilhão se o desmatamento de florestas tropicais primárias for reduzido em 10%. Mas outros países também seriam candidatos a se beneficiar da iniciativa, como a Indonésia e a República Democrática do Congo.

A coalizão propôs contribuições voluntárias no valor de pelo menos US$ 10 por tonelada de emissões de CO² evitadas, ou quase o dobro do que é oferecido atualmente no mercado voluntário de redução de gás carbônico.

“Anunciamos inicialmente propostas [para contribuições] de US$1 bilhão, isto é, 100 milhões de toneladas a US$ 10 por tonelada. Mas isso é apenas o começo. Sabemos que isso não é suficiente ”, disse ao FT Eron Bloomgarden, diretor executivo da Emergent, organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos que facilitará as transações.

A iniciativa prevê que acordos sejam assinados com países tropicais até o final do ano, mas eles não começarão a receber financiamento até que os projetos comecem a gerar créditos de carbono com a redução do desmatamento.

“Esses países precisarão equilibrar a proteção das florestas com a produção de alimentos ”, disse Bloomgarden.

O esquema tem o apoio dos governos de Reino Unido, EUA e Noruega.

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