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EXAME prepara cobertura especial e in loco para a COP26; acompanhe

PUBLICADO EM: 9.10.21 | 9H00
ATUALIZAÇÃO: 8.10.21 | 17H54
Equipe da EXAME vai registrar, em tempo real, os bastidores e os principais acontecimentos do maior evento sobre mudanças climáticas do mundo. Veja como acompanhar

COP26 (Getty Images)

Imagem da Editoria Exame Invest
Isabel Rocha

Repórter da Exame



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Acontece, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, (COP26). O evento, que este ano será sediado em Glasgow, na Escócia, reunirá chefes de Estado de mais de 190 países para discutir formas de tentar frear uma das maiores ameaças do nosso século: a mudança climática.

Nesta edição, a expectativa é que sejam discutidos mecanismos para que empresas privadas e governos trabalhem juntos a fim de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no planeta. Segundo especialistas, o encontro será crucial para encontrar meios de evitar uma catástrofe climática nos próximos anos.

“A COP26 é o evento mais importante do ano para a economia global, há muita coisa em jogo. A expectativa é de regulamentar o Artigo 6 do Acordo de Paris, que regula a criação de um mercado global de carbono. A partir disso, a expectativa é de que o mundo entre em um processo acelerado de transição para a economia de baixo carbono, que mudará o modo de produção em todos os setores da economia”,  explica Rodrigo Caetano, que é repórter de ESG na EXAME e fará parte da equipe de jornalistas do grupo que irá a Glasgow para realizar uma cobertura especial evento.

Além de notícias, o time vai produzir vídeos, podcasts e entrevistas exclusivas, trazendo não apenas os fatos mais importantes do encontro, como também os bastidores das negociações e a participação das empresas. "A nossa parceria exclusiva com a Rede Brasil do Pacto Global da ONU será muito importante nessa cobertura”, diz Caetano. Acompanhe em primeira mão todas as notícias sobre a COP26

“É muito bom ver a EXAME mobilizada em trazer a melhor cobertura sobre um tema tão central para o país e para o mundo. Estamos debruçados sobre o tema para trazer os conteúdos relevantes e análises bem fundamentadas, aproximando nossos leitores das discussões ocorridas em Glasgow” acrescenta Talita Assis, que é especialista em meio ambiente na EXAME e também faz parte da equipe da EXAME na COP26.

Veja quem são os integrantes da equipe:

  • Renata Faber - Head de ESG da EXAME
  • Talita Assis – Especialista em Meio Ambiente na EXAME
  • Leo Branco – Editor na EXAME
  • Rodrigo Caetano – Repórter de ESG na EXAME
  • Marina Filipe – Repórter de marketing, gestão e diversidade na EXAME

 

Sobre a COP26


A COP é o principal órgão decisório da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), adotada em 1992, após a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, que ficou mundialmente conhecida como ECO-92.

Na ocasião, a Convenção-Quadro sobre o clima foi criada para entender e encontrar soluções para as alterações climáticas. Trata-se de um tratado internacional com o objetivo de estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera; assinado em 1992 e ratificado em 1994.

Desde 1995, os países membros deste tratado se reúnem anualmente na Conferência das Partes das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP) para avaliar a situação das mudanças climáticas no planeta e propor mecanismos para garantir que os objetivos da convenção sejam alcançados.

Diversas empresas brasileiras estarão na COP26 para acompanhar essas discussões.

No site oficial do evento, é possível encontrar as metas definidas para esta edição pela organização oficial do evento. São elas:

1. Neutralizar o balanço entre as emissões e remoções de carbono da atmosfera (net-zero) até meados deste século

A proposta é manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 1,5oC em relação aos níveis pré-industriais.

Os países estão sendo encorajados a apresentarem metas ambiciosas de redução de emissões para 2030. Para isso, a comissão encoraja:

  • A aceleração da eliminação do carvão;
  • Redução do desmatamento;
  • Aceleração da mudança para veículos elétricos;
  • E incentiva o investimento em energias renováveis.

2. Adaptar-se para proteger comunidades e habitats naturais

Mesmo com a redução das emissões, o clima continuará mudando. A comissão afirma que será necessário trabalhar em conjunto para proteger e restaurar ecossistemas, construir sistemas de alerta e infraestrutura e desenvolver agricultura e infraestrutura resilientes, a fim de evitar a perda de moradias, meios de subsistência ou até mesmo de vidas.

3. Mobilizar recursos financeiros 

Para cumprir as duas primeiras metas, os países desenvolvidos devem cumprir a promessa de mobilizar pelo menos 100 bilhões de dólares em financiamento climático por ano.

4. Trabalhar em conjunto

O texto também afirma que os desafios da crise climática só poderão ser enfrentados com todos trabalhando juntos. Para isso, reiteram que é necessário finalizar o Paris Rulebook (livro de regras que viabilizará a implementação do Acordo de Paris) e acelerar as ações para enfrentar a crise climática por meio da colaboração entre governos, empresas e a sociedade civil.

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O Brasil na COP26

A atual NDC brasileira tem como compromisso a redução das emissões líquidas totais de gases de efeito estufa em 37% em 2025 e 43% até 2030, em relação a 2005. Além disso, tem como objetivo alcançar a neutralidade no balanço entre as emissões e remoções de carbono da atmosfera (net-zero) até 2060.

"Um mercado global de carbono tem profundas implicações no comércio exterior. Países muito dependentes de combustíveis fósseis terão dificuldade de acessar mercados importantes, em especial o europeu. Já os países em desenvolvimento, como o Brasil, podem se beneficiar do fato de terem mantido suas florestas em pé – para isso, precisamos acabar com o desmatamento", afirma Rodrigo Caetano.

Um anúncio de ações mais ambiciosas do Brasil no enfrentamento à crise climática seria um passo estratégico na melhoria da imagem do país, tanto internacionalmente, quanto frente aos empresários brasileiros que pedem que o Brasil volte a ser referência nas negociações sobre a crise climática.

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Isabel Rocha

Repórter da Exame


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