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Examinando a Bolsa: BBI tira Petrobras e inclui 3 ações em portfólio para Brasil

PUBLICADO EM: 10.2.21 | 14H59
ATUALIZAÇÃO: 10.2.21 | 16H59
Programa diário da EXAME Invest no IGTV traz ainda entre os destaques as ações da Sabesp, em dia de realização após alta de 7% na véspera; analistas dizem que papéis estão atrativos
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Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Examinando a Bolsa — programa diário da EXAME Invest com os destaques da primeira metade do pregão — desta quarta-feira, 10, apresentou as seguintes notícias:

1) Entre as maiores quedas do Ibovespa hoje aparecem as ações da Ultrapar (UGPA3) após corte de recomendação do Credit Suisse.Sabesp (SBSP3), que disparou 7% ontem, tem dia de realização de lucros, mas analistas dizem que a ação está com preços atrativos em Bolsa. 

2) O dia é marcado também pela estreia da Bemobi (BMOB3) na B3. Os papéis viraram para queda nesta tarde após subirem até 29% pela manhã. Amanhã, mais duas ações estreiam na Bolsa. 

3) Em relatório, o Bradesco BBI diz que as ações brasileiras estão baratas e atualiza seu portfólio para o Brasil, com exclusão da Petrobras (PETR4) e três novidades. Mais detalhes sobre o relatório na parte final desta matéria. 

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BBI tira PETR4 e inclui 3 novas ações na carteira para Brasil

O Bradesco BBI disse, em relatório hoje, que as ações brasileiras estão baratas e bem suportadas por um bom momentum de lucros. A expectativa do banco é que o lucro por ação (LPA) do MSCI Brazil (excluindo materiais básicos) cresça 32% em 2021 contra 2019, comparado com um avanço projetado de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nominal do país. 

O estrategista-chefe de ações do banco, Andre Carvalho, que assina o relatório, comentou ainda que o MSCI Brazil negocia a 11,4 vezes PL estimado para 2021, ligeiramente abaixo da média histórica, e com desconto frente aos principais mercados desenvolvidos e outros emergentes. 

Segundo ele, as ações brasileiras estão negociando com esse desconto por conta de 3 riscos macroeconômicos domésticos: vacinação, política fiscal e aperto monetário. No entanto, na sua visão, esses três riscos tendem a diminuir nos próximos meses. 

Isso porque, nas estimativas do banco: i) mais de 30% da população brasileira deve ser vacinada até junho deste ano e mais de 60% até setembro; ii) o Congresso deve aprovar a PEC emergencial e outras micro reformas em 2021, como o projeto de autonomia do Banco Central, novo marco do gás, ferrovia e cabotagem; iii) a curva de juros hoje precifica uma elevação de 327 pontos-base da Selic em 2021, com início em março, o que está 200 pontos-base acima do projetado pelos economistas do BBI. Para o banco, há espaço para um flattening (achatamento) da curva. 

"No entanto, sabemos que um flattening significativo está condicionado à redução dos riscos relativos aos programas de vacinação, política fiscal e agenda de reformas e convergência da inflação para meta. Pensamos que os riscos vão diminuir primeiro em relação à vacinação, depois fiscal e finalmente à inflação", comenta o estrategista.   

No relatório, ele aproveitou também para atualizar o portfólio de ações para Brasil, trazendo três novidades. Foram excluídos os papéis de Petrobras (PETR4), Energisa (ENGI11) e Iguatemi (IGTA3); e incluídos os de Neoenergia (NEOE3), Santos Brasil (STBP3) e Direcional (DIRR3)

O portfólio de 10 ações do banco, que é estruturado pensando em um horizonte de investimento de 12 meses, é composto ainda também por: Itaú (ITUB4), Santander (SANB11), B3 (B3SA3), BR Distribuidora (BRDT3), Lojas Renner (LREN3), Ecorodovias (ECOR3) e Vale (VALE3).

No começo desta semana, o Bradesco BBI cortou a recomendação das ações da Petrobras de compra para neutra, assim como preço-alvo de 37,00 reais para 34 reais, em meio às preocupações em torno das discussões sobre a política de preços da companhia. 

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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