ESG

Em baixa à favor do ESG, Exxon perde lugares no conselho para ativistas

PUBLICADO EM: 26.5.21 | 16H22
ATUALIZAÇÃO: 26.5.21 | 16H23
Petroleira foi pressionada por ativistas e acabou tendo desvantagem em reunião com acionistas; os dois assentos serão ocupados agora por ambientalistas
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Exxon: petroleira perde dois diretores por pressão de investidores

Imagem da Editoria Exame Invest
Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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A petroleira Exxon Mobil perdeu nesta quarta-feira, 26, uma longa batalha contra um fundo multimercado com foco ambiental. Em reunião com o conselho diretor, o fundo Engine Nº 1. convenceu a maioria dos acionistas de que a estratégia climática da Exxon precisa mudar. A pressão resultou na destituição de dois diretores do conselho, dando lugar a novos integrantes vindos do Engine Nº 1.

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Essa é a primeira vez que a gigante do petróleo tem influência soberana de ativistas climáticos em suas decisões estratégicas. O Engine Nº 1 afirma que as resolução climáticas da empresa e de corte de carbono são lentas e ineficazes, e que contribuíram para um prejuízo na casa dos 20 bilhões de dólares, registrado no último ano.

A batalha com o grupo de investidores acontece há alguns meses. Em fevereiro deste ano, a Exxon, em resposta às pressões sofridas, comprometeu-se a investir cerca de 3 bilhões de dólares em novas tecnologias de captura de carbono e desvincular sua imagem à de uma empresa ligada a combustíveis fósseis. A princípio, a Engine defendia a substituição de quatro integrantes do conselho diretor por profissionais capazes de mudar as rotas da empresa rumo à nova realidade climática mundial. Agora, atingiu 50% da meta.

De acordo com a Reuters, a BlackRock, o segundo maior acionista da Exxon com uma participação de 6,7% nas ações, irá apoiar três dos nomeados da Engine No. 1 para o novo “conselho climático”.

Na esteira de ações voltadas a “limpar sua barra”, a petroleira americana já divulgou planos de redução das emissões de carbono entre 15% e 20% por barril de petróleo até 2025, em comparação aos níveis registrados em 2016. Estratégias semelhantes já estão sendo adotadas por rivais do setor, como a Total e a BP.

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