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Fleury mira novos negócios após sua 2º maior aquisição da história

PUBLICADO EM: 18.10.21 | 12H58
ATUALIZAÇÃO: 18.10.21 | 13H06
Em entrevista à Exame Invest, CEO e CFO falam sobre os planos de crescimento para a companhia; “queremos ir além do diagnóstico”
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Fleury: a marca é uma das maiores redes de diagnósticos do país. | Foto: Leandro Fonseca/Exame (Leandro Fonseca)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O Grupo Fleury (FLRY3) anunciou nesta manhã a compra do do laboratórios Marcelo Magalhães por 385 milhões de reais, reforçando sua presença na região metropolitana de Recife, onde já atua por meio da Diagmax e a+ Medicina. A aquisição foi a maior dos últimos 10 anos da companhia e a segunda em seus quase 100 anos de história. 

Com o novo negócio, sobe para 689 milhões de reais o montante em aquisições nos últimos cinco anos no Nordeste e para 71 unidades na região. Em entrevista à Exame Invest, Jeane Tsutsui, CEO do Fleury, e José Fillipo, CFO, disseram que a companhia dará continuidade à estratégia de crescimento inorgânico, aliando investimentos na frente laboratorial com a parte de consultas, tratamentos e cirurgias.

“Estamos posicionando o Fleury como uma empresa de saúde. Queremos ir além da medicina diagnóstica, ainda que o core permaneça este”, afirma Jeane Tsutsui. Recentemente, a companhia concluiu as compras da Clínica dos Olhos Dr. Moacir Cunha e da Vita, especializada em Ortopedia. 

“Todos os novos elos da cadeia de saúde estão sendo analisados em termos de estruturar nosso modelo de crescimento orgânico ou inorgânico”, comenta a CEO. 

Até agora, foram 6 aquisições no ano. Em comum, as empresas adquiridas têm um grande histórico de atuação. Os laboratórios Marcelo Magalhães, por exemplo, têm mais de 60 anos. ”Queremos um ecossistema de saúde com marcas que ganharam a confiança do paciente ao longo do tempo", diz Tsutsui.

Segundo Filippo, além da busca pela expansão regional por meio de empresas consolidadas, as aquisições precisam estar alinhadas com as “oportunidades e disciplinas financeiras”. Para a compra do Marcelo Magalhães, o Fleury levou em consideração um EV/Ebitda de 7,5x para 2024. 

“É o momento em que esperamos ter capturado toda a sinergia da operação, já que ainda precisa da aprovação do Cade para só então fazermos a gestão ativa do negócio”, explica. Nos últimos 12 meses findos no segundo trimestre, a receita do Marcelo Magalhães foi de 114 milhões de reais. 

“Temos operações de análises clínicas em Recife, então há capacidade de capturar muita sinergia com processamento de exames e contratos que temos para o Marcelo Magalhães. E ainda temos outros negócios de diagnóstico de imagem na região”, afirma a CEO.

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