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ESG

FMI é orientado a criar fundo para reforçar trabalho pelo clima

PUBLICADO EM: 4.10.21 | 11H43
A Força-Tarefa sobre o Clima e Desenvolvimento pediu apoio ao novo fundo, dizendo que as ações do credor mundial foram vitais para ajudar os países com as crescentes consequências da mudança climática
Incêndio em Yorba Linda, Califórnia, EUA

FMI: A questão será um tópico importante durante as conversas do FMI no final neste mês (REUTERS)

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria criar um novo instrumento que permita aos países mais ricos canalizar suas reservas recém-criadas do FMI para ajudar um conjunto mais amplo de países a enfrentar a pandemia de covid-19 e as mudanças climáticas, disse uma nova força-tarefa nesta segunda-feira.

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Autoridades do FMI vêm tentando há meses conseguir apoio para um novo Fundo de Resiliência e Sustentabilidade (RST) cujos membros possam utilizar para doar ou emprestar sua parte dos 650 bilhões de dólares em Direitos Especiais de Saque (SDR) recém-emitidos para países de baixa e média renda -- como uma alternativa ao Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento, que só pode ser utilizado pelos países mais pobres.

A questão será um tópico importante durante as conversas do FMI no final neste mês, quando os países-membros da organização se reunirão, mas alguns deles têm relutado em apoiar o fundo proposto, argumentando que isso iria além do escopo do FMI.

A Força-Tarefa sobre o Clima e Desenvolvimento e o Fundo Monetário Internacional, lançada nesta segunda-feira, pediu apoio ao novo fundo, dizendo que as ações do credor mundial foram vitais para ajudar os países a lidar melhor com as crescentes consequências da mudança climática.

Os danos em todo o mundo de fenômenos climáticos extremos totalizaram mais de 6 trilhões de dólares nas últimas duas décadas e chegarão a estimados 298 bilhões de dólares somente em 2021, com um único evento climático custando a pequenos Estados insulares cerca de 100% do PIB, disse o relatório.

O consórcio de especialistas, reunido nesta segunda-feira para ajudar os ministros das Finanças do Grupo Intergovernamental dos Vinte e Quatro (G24) e do Grupo Vulnerável dos Vinte (V20), disse que o FMI tem um "papel central a desempenhar na transição para um sistema de baixo carbono e economia global resiliente".

"O redirecionamento sustentado de novas emissões de SDR para (o RST) poderia formar uma parte essencial do cenário de financiamento do clima e do desenvolvimento em mercados emergentes e países em desenvolvimento", disseram os especialistas, vindos de instituições como o Centro de Políticas de Desenvolvimento Global da Universidade de Boston, o Consórcio Africano de Investigação Econômica e a Universidade de Pequim.

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