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Gigantes de telecomunicações chinesas são excluídas dos principais índices de ações globais

PUBLICADO EM: 11.1.21 | 8H21
MCSI, S&P Dow Jones, FTSE Russell e Bolsa de NY suspendem negociações de China Telecom, China Mobile e China Unicom
Pedestres com máscaras de proteção caminham em frente a telão com flutuações do mercado em Xangai, na China

(REUTERS)

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A partir desta segunda-feira, as três maiores empresas de telecomunicações da China estarão fora de alguns dos principais índices acionários globais. O pregão de sexta-feira foi o último de China Mobile, China Telecom e China Unicom Hong Kong nos índices da MSCI — forte em mercados emergentes —, o que fez as ações das teles desabarem.

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Os papéis da China Unicom chegaram a cair 11% em Hong Kong na sexta-feira, antes de reduzir a queda no fechamento para 1%, enquanto a China Mobile e a China Telecom perderam cerca de 10%, para fechar com quedas de 4,15% e 3,45%, respectivamente.

— Obviamente, é negativo. Os investidores receberam o aviso muito em cima da hora para se prepararem para as exclusões — disse Kenny Wen, estrategista de gestão de patrimônio da Everbright Sun Hung Kai Co.

As ações já haviam oscilado muito na semana em meio à indefinição se seriam ou não incluídas na proibição dos EUA de investimentos em empresas chinesas com vínculos militares. Um operador em Hong Kong, de um banco com sede em Nova York, disse que a demanda dos clientes foi tão grande na sexta-feira que funcionários de outras equipes tiveram que ajudar.

Depois do fechamento de quarta-feira, a S&P Dow Jones Indices também disse que excluiria as três empresas de telecomunicações da negociação de seus índices, após cancelar planos anteriores da medida em um vaivém semelhante ao da Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) — que em uma semana anunciou a retirada das empresas, a decisão de voltar atrás e, depois, de reverter essa decisão e retirar as empresas do pregão. Já o FTSE Russell vai retirar a China Mobile e a China Telecom de seu índice FTSE China 50.

O drama confunde investidores desde que o presidente Donald Trump emitiu uma ordem executiva, em novembro, proibindo investimentos em empresas de propriedade ou controladas pelo Exército da China, segundo avaliação dos EUA.

Pequim reiterou sua oposição à deslistagem das ações nos EUA na sexta-feira e reiterou a conformidade regulatória das empresas.


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