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Governo indica Fausto Ribeiro como próximo presidente do BB

PUBLICADO EM: 18.3.21 | 20H04
ATUALIZAÇÃO: 18.3.21 | 20H27
Ribeiro, funcionário de carreira no BB desde 1988, é desde o ano passado presidente da BB Administradora de Consórcios.

Depois da renúncia de André Brandão, governo indica Ribeiro para assumir a presidência do BB

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Da Redação

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O governo federal anunciou nesta quinta-feira a indicação de Fausto de Andrade Ribeiro para ser o próximo presidente-executivo do Banco do Brasil, após o atual mandatário do banco estatal, André Brandão, ter renunciado ao cargo.

Ribeiro, funcionário de carreira no BB desde 1988, é desde o ano passado presidente da BB Administradora de Consórcios e será o terceiro presidente do banco estatal em cerca de oito meses. Brandão assumiu em agosto do ano passado em substituição a Rubem Novaes, que pediu demissão insatisfeito com o congelamento dos planos de privatização do BB.

Ribeiro teve boa parte da carreira ligada às operações internacionais do banco, incluindo a integração do argentino Banco Patagonia e as operações do BB na Espanha. Pelo estatuto do banco, ele deve ter o nome aprovado pelo conselho de administração antes de assumir o cargo, o que tende a acontecer em 1 de abril, quando Brandão, deixará oficialmente o cargo.

O pedido de saída de Brandão, se consumado, deve agravar a crise de confiança de investidores em estatais. Há um mês, Bolsonaro anunciou a demissão do presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Roberto Castello Branco, por discordar da política de preços de combustíveis da petrolífera e da postura de independência demonstrada pelo executivo.

O presidente da República indicou o general Joaquim Silva e Luna para o comando da Petrobras, em processo que está ainda em andamento.

André Brandão, por sua vez, estava sob pressão de Bolsonaro desde o início do ano, quando o banco anunciou um plano de reorganização que prevê o fechamento de 112 agências bancárias e um programa de demissão voluntária com adesão estimada de 5.000 funcionários. O plano teve grande repercussão negativa entre políticos.

O BB passou as últimas semanas negando que tivesse havido pedido do governo federal para uma troca no comando e que o mal estar resultou de um problema de comunicação. No entanto, o próprio Brandão manifestou a interlocutores desconforto em permanecer no cargo, dias após Bolsonaro ter anunciado a troca do comando da Petrobras.

Na ocasião, foi necessário que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, intercedessem, para que Brandão continuasse.

No início do mês, rumores davam conta de que o executivo egresso do setor privado -- ele ocupou o cargo de CEO do HSBC Brasil antes de assumir o BB -- estava disposto a pedir demissão, mas nada foi confirmado. Fontes de dentro do banco diziam que a informação havia sido plantada para pressionar o executivo e criar um fato consumado.

A saída de Brandão pode reforçar a percepção de investidores de ingerência do governo federal em estatais, cujas ações têm registrado grande volatilidade no mercado nas últimas semanas.

(Com informações da Reuters)

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