MERCADOS

Ibovespa sobe puxado por bancos após balanço do Santander

PUBLICADO EM: 28.4.21 | 10H18
ATUALIZAÇÃO: 28.4.21 | 13H14
Mercado brasileiro contrasta com cautela internacional em dia de decisão monetária nos Estados Unidos
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O Ibovespa sobe nesta quarta-feira, 28, com investidores repercutindo positivamente o balanço do Santander (SANB11) divulgado nesta manhã e à espera do discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, previsto para após a decisão monetária nos Estados Unidos. Às 13h01, o principal índice da B3 subia 1,05% para 120.644 pontos.

Com o mercado animado com o resultado do Santander, as ações dos principais bancos do país puxam a alta do Ibovespa, com investidores se antecipando aos balanços de Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3), que serão divulgados na próxima semana. No setor, as ações do Santander lideram as altas, subindo 8%. Bradesco e Itaú avançam cerca de 4%

No primeiro trimestre, o lucro líquido gerencial do Santander cresceu 4,1% na comparação anual, ficando em 4,01 bilhões de reais, enquanto o lucro societário teve queda de 25% para 2,82 bilhões de reais. Entre os destaques do balanço está o crescimento de 12,2% da carteira de crédito em relação ao trimestre anterior, com empréstimos para pequenas e médias empresas registrando alta de 28,4%. O retorno sobre patrimônio do Santander ficou em 20,9%.

Além do setor bancário, as ações da Petrobras (PETR3/PETR4) também ajudam a puxar a alta do Ibovespa, subindo cerca de 2%. Como pano de fundo estão a valorização do petróleo no exterior e o relatório de produção do primeiro trimestre, divulgado na noite de ontem pela companhia. No trimestre, sua produção de óleo, LGN e gás natural caiu 6% em relação ao mesmo período do ano passado, mas ficou 3,1% acima do registrado no quarto trimestre. Um dos destaques foi o recorde de venda de diesel S-10.

Mercado internacional

As principais bolsas do mundo seguem operando sem uma direção definida, enquanto investidores aguardam por definições na política monetária americana. Embora seja dada a manutenção de programas de estímulo, assim como da taxa de juros entre 0% e 0,25%, há expectativas sobre o que Powell dirá em seu pronunciamento.

Para parte do mercado, Powell deve reconhecer os sinais de recuperação da maior economia do mundo, como o aumento da inflação, que já está em 2,6%, e a queda do desemprego para 6%. Para economistas americanos, esta pode ser a última decisão de juros antes que o Fed comece a avaliar algum aperto monetário.

Dólar

Além da alta do Ibovespa, o dólar também reage positivamente no Brasil, caindo mais 1,2% frente ao real. Embora o dólar também caia perante a outras divisas emergentes, a moeda brasileira é a que mais se valoriza entre as principais emergentes. No mês, o dólar acumula queda de quase 4% contra o real.

Segundo Jefferson Laatus, sócio-proprietário e estrategista-chefe do Grupo Laatus, embora o cenário nacional seja de insegurança, grandes investidores estão otimistas com retomada econômica dos EUA e China, além da reabertura gradual da Europa, o que pode indicar uma relativa volta à normalidade. "Por isso temos uma expectativa que o dólar continue perdendo força no mundo e, consequentemente, a bolsa por aqui volte a se desvalorizar", explica.

Problema no sistema B3

Pela manhã, investidores também têm reclamado que algumas ações demoraram cerca de uma hora para abrir, tendo entre elas as do Pão de Açúcar (PCAR3), Time4Fun (SHOW3), Terra Santa (TESA3) e Natura (NTCO3). Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, a B3 informou ter ocorrido um "incidente pontual que afetou a negociação de alguns instrumentos financeiros". Segundo a empresa responsável pela bolsa, as negociações já voltaram ao normal.

*Colaborou Paula Barra

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

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