Ibovespa sobe seguindo NY e bancos; setor avança antes de balanço do Itaú | Exame Invest
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Ibovespa sobe seguindo NY e bancos; setor avança antes de balanço do Itaú

PUBLICADO EM: 3.5.21 | 10H25
ATUALIZAÇÃO: 3.5.21 | 18H04
Resultado do Santander, divulgado na última semana, gerou otimismo sobre desempenho do setor no primeiro trimestre

Resumo do investidor

- Ibovespa avançou 0,27% e fechou o pregão aos 119.209 pontos - Dólar recuou 0,24% e encerrou dia negociado a 5,41 reais - EUA: Dow Jones avançou 0,70%, S&P 500 subiu 0,27% e Nasdaq caiu 0,48% - Europa: STOXX 600 fecha em alta de 0,58%

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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Depois de perder força no início da tarde, o Ibovespa voltou a subir e encerrou em alta o pregão desta segunda-feira, 3, acompanhando as bolsas internacionais e seguindo as ações dos grandes bancos, que sobem antes da divulgação do balanço do Itaú (ITUB4) após o fechamento do mercado. Amanhã sai o resultado do Bradesco (BBDC3/BBDC4) e na quinta-feira, 6, o do Banco do Brasil (BBAS3).

Na semana passada, o resultado do Santander (SANB11) aumentou o otimismo para os resultados de seus concorrentes, com os papéis do setor chegando a subir 9%. Nesta sessão, as ações do Bradesco (BBDC3/BBDC4) subiram pouco mais de 2,98% e lideraram as altas dos grandes bancos, enquanto as do Itaú (ITUB4) avançaram cerca de 1,42%.

Investidores locais também seguem atentos aos desdobramentos da reforma tributária, que deve ser entregue hoje na Câmara. A expectativa é de que a reforma seja fatiada em quatro partes, com temas espinhosos, como a CPMF, deixados para o final. Essa, segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira, deve ser a melhor forma de garantir a aprovação da reforma.

“O Ibovespa tem dia instável, em que tentou manter a faixa dos 119.000 pontos. O índice está muito em cima da questão da reforma tributária e seu fatiamento, sem tirar o olho da CPI da Covid-19 e na decisão de juros da próxima quarta-feira. Isso faz com o índice continue travado apesar das notícias de recuperação nos Estados Unidos”, afirma Regis Chinchila, analista da Terra Investimentos.

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Nos Estados Unidos, o PMI industrial ficou 60,7 pontos, bem acima dos 50 pontos que delimitam a expansão da contração econômica, mas abaixo das expectativas de 65 pontos. Ainda assim, os índices de ações Dow Jones e S&P 500 voltaram a subir. O índice de tecnologia Nasdaq, por outro lado, recuou com investidores realizando lucros após as fortes altas da última semana. 

Na Europa, onde as principais bolsas fecharam em alta, o índice Dax, da Alemanha, subiu 0,66%, após as vendas do varejo alemão surpreenderem, crescendo 11% em março.

A expectativa era de os efeitos da terceira onda de coronavírus no país tivesse provocado uma contração de 0,3% do varejo alemão. No continente, os índices de gerente de compras (PMIs, na sigla em inglês) também indicaram recuperação da indústria em abril, ainda que os números tenham ficado levemente abaixo do esperado.

Destaques

Na B3, os papéis de empresas que se beneficiam da reabertura econômica apresentam fortes altas nesta segunda, especialmente os shoppings centers. A maior valorização do dia foi a da ação do Iguatemi (IGTA3), que disparou 5,16%. BrMalls (BRML3) e Multiplan (MULT3) avançam 4,94% e 4,21%, respectivamente

Já os papéis da CCR (CCRO3) chegaram a subir mais de 7% na máxima intradiária, após a empresa divulgar os dados operacionais na noite de sexta-feira, 30. Segundo a companhia, entre janeiro e o penúltimo dia de abril, o tráfego em suas rodovias cresceu 8% em relação ao mesmo período do ano passado. A ação encerrou o dia em alta de 5,07%.

Na ponta negativa, as ações da Sabesp (SBSP3) lideram as perdas do Ibovespa, caindo 6,50%, após a empresa afirmar em fato relevante que não está no consórcio da Iguá Saneamento, que levou o Bloco 2 do leilão da Cedae por 7,3 bilhões de reais. O valor foi 130% acima do mínimo exigido pela concessão da área. A Equatorial (EQTL3), que saiu de mãos vazias do leilão, também está entre as maiores quedas, recuando 2,67%. Analistas do Bank of America, contudo, viram como um fator positivo a "disciplina de capital" da empresa.


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