Ibovespa descola de NY e bate 107 mil pela 1ª vez desde março | Exame Invest
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Ibovespa descola de NY e bate 107 mil pela 1ª vez desde março

PUBLICADO EM: 17.11.20 | 9H07
ATUALIZAÇÃO: 17.11.20 | 20H27
Commodities e investimento estrangeiro sustentam alta enquanto bolsas internacionais realizam lucros
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

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O Ibovespa seguiu o caminho contrário das bolsas do exterior e renovou as máximas, nesta terça-feira, 17, fechando em alta de 0,74%, aos 107.248,63 pontos, com a liderança de papéis ligados a commodities. Com isso, o índice atingiu o maior patamar de fechamento desde 4 de março. O volume financeiro negociado no dia somou 33,58 bilhões de reais.

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Mesmo com a fraqueza em Wall Street, o mercado nacional se beneficiou do forte fluxo de capital estrangeiro entrando na bolsa. “A consolidação da vitória do democrata Joe Biden nos Estados Unidos, aliada à perspectiva de vacina, projeta uma estabilização da economia e consequente valorização dos ativos emergentes. Por aqui, há muito tempo não víamos um fluxo tão forte de estrangeiros entrando na bolsa”, conta Victor Hasegawa, gestor da Infinity Asset.

Dados da B3 também mostram um saldo de 17,8 bilhões de reais de entrada líquida de estrangeiros mês de novembro até momento, com ingresso de 14,5 bilhões de reais apenas na última semana. Ambos os números são os maiores desde pelo menos 2008, segundo dados da B3 compilados pela Bloomberg.


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“Estamos observando um movimento de troca de mãos: o investidor pessoa física, que sustentou a bolsa ao longo dos últimos meses, agora dá lugar ao investidor estrangeiro”, afirma Paula Brum, economista da corretora Toro Investimentos. 

Brum argumenta que o investidor de varejo está aproveitando para realizar parte dos lucros em empresas que mostraram resiliência durante a pandemia — principalmente as ligadas ao e-commerce e ao setor exportador. O momento é de venda desses papéis e migração setorial para aqueles que foram mais prejudicados durante a crise.

Protagonismo das commodities

As maiores beneficiadas desse movimento foram Vale (VALE3), com alta de 3,16% no pregão de hoje, e Petrobras (PETR4; PETR3), com crescimento de 1,72%, nos papéis preferenciais e 1,13% no caso das ações ordinárias

A mineradora, a propósito, renovou a máxima histórica intradia na esteira da apreciação do minério de ferro. A commodity fechou com ganhos de 1,10% nesta terça-feira em Qingdao, na China, cotada em 125,44 dólares a tonelada.

A alta nos papéis da Vale também foi impulsionada pela negociação realizada ontem pela BNDESPar, que embolsou 2,5 bilhões de reais com a venda de 40 milhões de ações da mineradora.

Já a Petrobras conseguiu mostrar bons resultados mesmo frente a quedas nos preços do petróleo. 

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Exterior realiza lucros

Apesar da alta no mercado brasileiro, as principais bolsas internacionais fecharam em queda, com parte dos investidores realizando lucros, após índices americanos renovarem o recorde histórico no início da semana. Aumento dos casos de coronavírus nos Estados Unidos também preocupa, com novas medidas de isolamento sendo adotadas por governos estaduais e municipais.

Nos EUA, as principais bolsas fecharam em baixa. O Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram 0,56%, 0,48% e 0,21%, respectivamente. 

Câmbio: real cresce frente ao dólar

No mercado de câmbio, o dólar se desvalorizou frente ao real com esperanças de que o Banco Central atue para aliviar os impactos da compra de dólares de fim de ano. “O BC assumiu que vai dar liquidez, então isso ajudou um pouco o real. E também está tendo fluxo positivo para o Brasil”, afirma Vanei Nagem, analista de Câmbio da Terra Investimentos.

A maior da moeda americana dentro do país, com a entrada do capital estrangeiro, também estimulou a valorização do real. O dólar fechou o dia em queda de 1,8%, com venda a 5,339 reais.


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