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Ibovespa recua a 118 mil pontos seguindo NY, mas fecha mês em alta de 2%

PUBLICADO EM: 30.4.21 | 9H43
ATUALIZAÇÃO: 30.4.21 | 17H50
Dólar fecha em alta, mas tem maior queda mensal desde novembro do ano passado

Resumo do investidor

- Ibovespa recuou 0,98% e fechou pregão aos 118.893 pontos - Dólar registra valorização de 1,79% e encerra sessão negociado a 5,43 reais - EUA: Dow Jones caiu 0,54%, S&P 500 teve queda de 0,72% e Nasdaq recuou 0,85%

B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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O Ibovespa recuou nesta sexta-feira, 30, acompanhando os índices de Nova York, que caíram após firmarem novos recordes no último pregão. Ainda assim, o índice registrou o segundo ganho mensal consecutivo, encerrando o mês de abril em alta de 1,94%. Na semana, o Ibovespa caiu 1,36% e, no ano, tem leve alta de 0,1%. 

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No mercado americano, investidores repercutiram negativamente o balanço do Twitter, que despencou 15% na bolsa americana. As ações da Amazon também recuam 1,64% apesar da gigante de tecnologia ter faturado 108,5 bilhões de dólares em vendas no primeiro trimestre de 2021 -- o consenso do mercado era de que a empresa teria vendas de 104 bilhões de dólares.

As petroleiras Chevron e ExxonMobil, que superaram as estimativas em resultado divulgado nesta manhã, também fecharam o pregão em queda, pressionadas pela desvalorização do petróleo. O preço do petróleo Brent recuou 1,9% enquanto o WTI, referência para os EUA, teve queda de 2,29%. O aumento de casos de coronavírus na Índia contribui para a desvalorização da commodity.

Além da queda no exterior, as ações da Vale (VALE3), que têm o maior peso do índice, exerceram pressão negativa, com desvalorização de 2,62%. A queda foi motivada pela depreciação do minério de ferro na China, após o índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do país ter ficado abaixo das expectativas. 

A queda também foi seguida por papéis de siderúrgicas, como os da CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4), que recuaram 2,09%, 1,78% e 3,40%, respectivamente.

Dólar

Em meio à aversão ao risco no mercado internacional, o dólar se valorizou contra as principais moedas desenvolvidas e emergentes e do mundo, inclusive o real. Por outro lado, a moeda fechou o mês com a maior queda mensal desde novembro de 2020.

O dólar acumulou 5,19% de desvalorização em relação ao real em abril. Entre os fatores que contribuíram para a queda do dólar estão a expectativa de normalização da taxa Selic para níveis acima da inflação e o desmonte de posições em moeda americana no mundo.

Vale lembrar que o desempenho da sessão desta sexta-feira também foi influenciado pela formação da Ptax, taxa de câmbio calculada pelo Banco Central e usada como referência para contratos envolvendo negócios em dólar. A Ptax é calculada diariamente, mas os investidores ficam muito atentos à Ptax do último pregão do mês porque ela será utilizada para contratos cambiais do mês seguinte.

Destaques

Na dianteira do índice estiveram as ações do Pão de Açúcar (PCAR3), que avançaram 4,41%. Segundo analistas da Ativa Investimentos, os papéis subiram com os investidores repercutindo o comunicado do pagamento de proventos da ordem de 583 milhões de reais que será feito aos acionistas.

Na ponta negativa, os papéis Braskem (BRKM5) recuaram 7,06%, seguidos pelos papéis de CVC (CVCB3) e Azul (AZUL4), que entraram em um movimento de correção após forte alta do setor nos últimos pregões. 

Já as ações da Equatorial (EQTL3) fecharam em queda de 3,44% após o consórcio liderado pela companhia não ter arrematado nenhum dos blocos no leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) realizado hoje.

Taxa de desemprego

Nesta manhã, investidores locais também avaliaram a taxa de desemprego referente a fevereiro, que subiu de 14,2% para 14,4%. O número ficou levemente abaixo do desemprego esperado de 14,5%. Apesar dos números alarmantes, a expectativa, segundo analistas da Exame Invest Pro, é de melhorias ao longo do segundo trimestre, "dado o fluxo esperado para a vacinação".

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