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Ibovespa sobe 1,85% com menor tensão política e cenário externo positivo

PUBLICADO EM: 13.9.21 | 17H27
ATUALIZAÇÃO: 13.9.21 | 18H53
Fortes altas marcam início da semana: Méliuz dispara 12,8% e Petrobras sobe mais de 3% e puxa o índice
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Painel de cotações | Foto: MicroStockHub/Getty Images

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O Ibovespa fechou o pregão desta segunda-feira, 13, em alta de 1,85%, a 116.404 pontos. O movimento ocorre em meio ao tom positivo do mercado internacional e ao alívio das tensão em Brasília, após uma semana de turbulências políticas. No mercado de câmbio, o dólar seguiu sua desvalorização contra outras moedas e caiu 0,84%, a  5,224 reais.

Mesmo com a perspectiva de um cenário turbulento até as eleições do ano que vem, a percepção do mercado foi a de que o cenário político está um pouco mais calmo neste início de semana, o que ajuda a bolsa a retomar tração.

    “Os protestos contra Bolsonaro foram de baixa adesão, e o presidente não entrou em novas polêmicas neste fim de semana. Isso pode ser visto como positivo já que o mercado espera um avanço da agenda política em Brasília”, disse Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável e derivativos do BTG Pactual digital.

    A reforma administrativa deve ser pautada nesta semana, mas o principal foco será a votação da PEC do parcelamento dos precatórios. A grande questão é se a proposta será mantida dentro ou fora do teto dos gastos – principal âncora fiscal do país. 

    Segundo a Bloomberg, o governo quer negociar com o Congresso uma alteração no texto da PEC dos precatórios para resolver o impasse no Orçamento de 2022. A mudança estabeleceria um teto para despesas com precatórios.

    A questão do Orçamento de 2022 se torna mais urgente diante do avanço da inflação, que pressiona as contas do governo. As expectativas do mercado para inflação apresentaram uma nova alta para 2021 e 2022 segundo o Relatório Focus divulgado nesta manhã. Para este ano, a mediana das projeções subiu de 7,58% para 8%. Já para 2022, as estimativas romperam o patamar de 4%.

    Nos Estados Unidos, onde a inflação também vem superando as estimativas do mercado, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,76%, enquanto o S&P 500 subiu 0,24%. Já o índice Nasdaq caiu 0,07%, em meio à cautela antes da divulgação do índice de preço ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês), nesta terça-feira.

    Com maior participação de empresas de tecnologia, o índice costuma ser mais favorecido por estímulos monetários. Com o início da retirada de estímulos via compra de ativos, o tapering, pelo Federal Reserve, uma inflação acima do esperado pode fazer com o que o movimento de correção seja mais intenso.

    Destaques da bolsa

    Em uma sessão marcada por fortes altas, a ação da Méliuz (CASH3) estendeu sua valorização pelo terceiro pregão seguido, disparando 12,8% e encerrando na liderança do Ibovespa. Depois de cair mais de 50% em pouco mais de um mês, o papel começou a ensaiar uma recuperação diante de avaliação de analistas de que ele ficou barato.

    Na vice-liderança das altas do índice nesta segunda-feira ficaram as ações do Banco Pan (BPAN4), que subiram 9,45% após ter anunciado a aquisição de participação majoritária na Mobiauto, maior plataforma digital de compra e venda de veículos independente do país.

    Ainda na ponta positiva, CVC (CVCB3), Yduqs (YDUQ3), Inter (BIDI4) e Lojas Americanas fecharam com alta respectivamente de 9,30%, 8%, 7,37% e 7,27%. 

    Entre as ações com maior participação no Ibovespa, as ações da Petrobras (PETR3/PETR4) estiveram entre as grandes responsáveis pela alta de hoje, avançando mais de 3%.

    A forte valorização da estatal ocorre após a desmobilização da greve dos caminhoneiros, com a alta de 1% do petróleo do tipo brent como pano de fundo. Do mesmo setor, a PetroRio (PRIO3) subiu 2%.

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