Ibovespa sobe e supera os 119 mil pontos pela 1º vez desde fevereiro | Exame Invest
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Ibovespa sobe e supera os 119 mil pontos pela 1º vez desde fevereiro

PUBLICADO EM: 13.4.21 | 17H22
ATUALIZAÇÃO: 13.4.21 | 18H24
Nos EUA, S&P 500 renovou máxima histórica e Nasdaq avançou mais de 1% após divulgação de dados de inflação; no front doméstico, Orçamento para 2021 e CPI da Covid-19 seguem no radar
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Mercado continua de olho no Orçamento de 2021 e na CPI da Covid-19

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Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada | Paula Barra

Repórteres da Exame



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Quadro geral do dia:

  • Ibovespa avança 0,41% em 119.297 pontos
  • Dólar comercial tem baixa de 0,08%, cotado em 5,71 reais
  • EUA: Dow Jones cai 0,20%, S&P 500 sobe de 0,33% e Nasdaq avança 1,05%
  • Índice pan-europeu STOXX600 fecha em alta de 0,12%

Após operar no negativo durante a manhã, o Ibovespa virou para alta nesta terça-feira, 13, puxado pela forte valorização de ações de varejistas, que subiram até 9%, impulsionadas por dados de vendas do setor em fevereiro. Com o movimento positivo, o índice brasileiro superou os 119 mil pontos, atingindo o maior patamar de fechamento desde 18 de fevereiro.  

A sessão, no entanto, foi marcada ainda por preocupações com o ambiente doméstico, em meio à CPI da Covid, que teve requerimento lido no Senado nesta tarde, e incertezas sobre o Orçamento de 2021. 

Nos EUA, as Bolsas fecharam em direções opostas. Enquanto o Dow Jones caiu, o S&P 500 renovou máxima histórica e o Nasdaq avançou mais de 1%. Os investidores avaliaram os dados de inflação do país, que não vieram tão ruins quanto alguns agentes do mercado temiam.  

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), divulgado nesta manhã, subiu 0,6% em março e aumentou 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa dos economistas ouvidos pela Dow Jones era de que a taxa de inflação nos EUA teria um aumento de 0,5% na comparação mensal e 2,5% na anual.

Os dados, embora acima do esperado, não corroboram com as expectativas de mudança na política monetária norte-americana. A inflação ao consumidor dos EUA foi puxada em março por um salto nos preços de energia, item considerado volátil. 

A conclusão dos analistas é de que o resultado não deve levar o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) a subir a taxa de juros antes do programado – o que é positivo para ativos de risco e para o câmbio.

Existe, porém, um outro ponto de preocupação no mercado americano. Investidores devem ficar atentos à notícia de que agências federais de saúde recomendaram pausar o uso da vacina de dose única Covid-19 da Johnson & Johnson depois que seis pessoas desenvolveram um distúrbio raro envolvendo coágulos sanguíneos. A notícia prejudicou principalmente o índice Dow Jones, único que caiu entre os três principais dos EUA.

No mercado de câmbio, o dólar, que iniciou o dia subindo contra o real, virou para queda após a divulgação do CPI, mas zerou praticamente todo o movimento na reta final da sessão com o cenário de maior cautela no Brasil. A moeda encerrou em leve baixa de 0,08%, após recuado 1% na mínima do dia, indo para R$ 5,664.

Destaques de ações

Entre os destaques de ações da sessão, as varejistas subiram em bloco hoje após divulgação de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que as vendas do setor subiram 0,6% em fevereiro em relação ao mês de janeiro, na série com ajuste sazonal. Os papéis da Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3) lideraram os ganhos do índice, com valorizações de 9,31% e 8,97%, respectivamente.

Além disso, há no radar das duas companhias um estudo para possível fusão, que foi bem avaliado pelo mercado, diante da expectativa de criar um ecossistema mais amplo, com a integração dos canais físicos e digitais.

Em terceiro lugar vieram os papéis da Cogna (COGN3), com alta de 5,87%. Segundo analistas da Ativa Investimentos, as ações da companhia ganham força à medida que o setor como um todo vai dando continuidade ao processo de recuperação após ter ficado "bastante largado" durante todo o ano de pandemia. A quarta posição ficou com as ações do Pão de Açúcar (PCAR3), que subiram 5,70% em meio a especulações sobre possível monetização de sua fatia na Cnova, segundo maior e-commerce da França, do qual a rede brasileira detém 34,17% do capital social.

Na ponta oposta, puxaram as perdas os papéis da Eneva (ENEV3), com queda de 7,09%, após notícia de que o BTG Pactual planeja vender sua posição na empresa, segundo informações do Brazil Journal. Na sequência vieram as ações de Marfrig (MRFG3) e Cielo (CIEL3), com desvalorizações de 2,76% e 2,09%, nesta ordem.

Ruídos no mercado local

A notícia de que o governo estuda uma PEC para custear ações contra a Covid-19 tem trazido desconfianças em relação ao compromisso fiscal do país. Isso porque a medida abriria espaços a emendas parlamentares do Orçamento de 2021. Segundo informações do Broadcast, as despesas da Saúde seriam bancadas com créditos extraordinários e ficaram fora do teto.

Outro ponto de atenção é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, instalada a pedido do STF para investigar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia. 

A base do governo no Senado pretende obstruir a CPI, que está prevista para ser oficialmente criada nesta terça-feira, com a leitura do requerimento pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), às 16h.

Entre as estratégias para minar a comissão, estão obstruções regimentais, assinaturas em uma CPI alternativa e pressão para que não sejam indicados membros por parte dos partidos, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

Paralelamente, o plenário do STF deve decidir sobre a liminar de instalação da CPI na quarta-feira. A expectativa é que a decisão de Barroso em instaurar a Comissão seja mantida.

Enquanto isso, o Brasil registrou ontem a pior média diária de mortes por Covid-19: 3.124. O país tem 354.617 óbitos e 13.517.808 casos confirmados da doença.

 


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