ESG

Inspirada em Elon Musk, startup oferece energia solar por assinatura

PUBLICADO EM: 7.5.21 | 13H57
ATUALIZAÇÃO: 7.5.21 | 14H52
Plataforma Solar21 oferece planos de assinatura para contratação, instalação e manutenção de placas solares; empresa está em busca de R$ 2,9 milhões para crescer

Vinicius Ferraz, fundador da Solar21: startups se inspira em modelo criado por Elon Musk para oferecer energia solar por assinatura

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Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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A Solar21 aproveita o bom momento das energias renováveis no país. A startup de energia solar por assinatura acaba de anunciar a abertura de uma rodada de captação de 2,9 milhões de reais, por meio da plataforma de crowdfunding SMU Investimentos. A intenção é ampliar um modelo de assinatura de placas solares também para o segmento residencial. Hoje, a empresa oferece apenas soluções B2B.

Esta é a terceira vez que a Solar21 participa de uma oferta pública. Na primeira, em 2018, captou cerca de 500.000 reais pela plataforma Kria, e na segunda, em 2020, a empresa levantou 1,2 milhão pela Bloxs, ambas plataformas de crowdfunding. Nesse tipo de operação, os investidores recebem um retorno mensal a partir dos resultados da startup - no caso da Solar21, do valor dos aluguéis dos equipamentos - ou participação acionária. Em paralelo, a empresa também mantém uma oferta privada de 4 milhões de reais através de fundos de Venture Capital.

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Fundada em 2017 pelo engenheiro eletricista Vinicius Ferraz, a cleantech tem como inspiração o modelo de solar leasing, ou aluguel solar, criado pelo bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e fundador da empresa de energia solar SolarCity. Nesse modelo, a contratação de painéis solares dispensa um investimento inicial para a compra do produto, e as placas são instaladas pela companhia - que também se responsabiliza por manutenções periódicas, caso necessário.

“Oferecer uma energia solar como serviço é o nosso diferencial. Não falo apenas da tecnologia, mas de seguir tendências de mercado que mostram que moradia como serviço, energia como serviço, entre outros segmentos, é algo que vai crescer, pois as pessoas não fazem mais questão da propriedade”, diz o fundador.

O investimento, ele diz, é limitado ao valor da assinatura mensal, algo em torno de R$300 considerando clientes com contas de luz de R$500. Por meio de um aplicativo, o usuário agenda uma visita técnica, seleciona o plano de acordo com o seu consumo de energia e monitora, em tempo real, a economia e a produção de energia pelas placas. A contratação acaba saindo bem mais em conta, tendo em vista que o investimento para ter uma estrutura de energia solar distribuída em casa parte de 25.000 reais, segundo Ferraz.

O processo burocrático para acesso ao crédito e o interesse do consumidor por adotar práticas mais sustentáveis também estimularam a criação da empresa, diz Ferraz. A estimativa é que o modelo de geração própria de energia resulte numa economia de 30% nas contas de energia, segundo a empresa.

Hoje, a startup tem 13 clientes, todos condomínios residenciais, no Distrito Federal e na cidade de Salvador. No início do ano, a startup abriu a plataforma para cadastros de usuários pessoa física. Já são cerca de 300 pessoas cadastradas e destas, 60 devem se tornar clientes até o final do ano. Entre os requisitos para a assinatura residencial, estão o fato de possuir uma casa, estar na região de atuação da empresa e ter uma conta de luz com valor mínimo de R$250.

“Sabíamos que para nos destacar no mercado, era preciso tecnologia", diz. Agora, mirando o cliente pessoa física, Ferraz diz que os contratos passarão a ser assinados em até uma semana, uma otimização de mais de três meses quando comparado ao prazo adotado pelos condomínios. “Temos neste momento toda a base para expandir em um segmento que acreditamos muito e que tem muito potencial”, diz.

Com a mais recente captação, a Solar21 irá praticamente dobrar o time de funcionários para 16 pessoas, sendo 7 contratações já após o final da oferta. O valor também será usado no desenvolvimento de tecnologias e na expansão da operação no segmento residencial em Campinas e outros municípios de São Paulo. “Nossa meta é atender cerca de 150 mil clientes residenciais até 2030”. A empresa também já analisa a possibilidade de uma abertura de capital (IPO) no futuro.

Do ponto de vista da sustentabilidade, a startup também olha para a redução das emissões de carbono. Com a geração solar, a empresa evitou a emissão de 50 toneladas de carbono nos últimos anos, o que equivale ao potencial de sequestro de carbono gerado por 200 árvores. “Temos uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. E o mundo todo está na corrida por energias renováveis, e seguindo esse caminho nos movemos contra as fontes fósseis e ajudamos o país a se posicionar nesse momento tão importante e surfamos na onda da sustentabilidade”.

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