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Investidor aos 11: Mateus Gusmão diz que a bolsa também é para criança

PUBLICADO EM: 19.10.21 | 6H58
ATUALIZAÇÃO: 19.10.21 | 10H48
Com três anos de experiência no mercado, o jovem investidor incentiva outras crianças a investirem
Mateus Gusmão

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame



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Aos 14 anos, Mateus Gusmão tem mais experiência na bolsa do que muitos adultos. O jovem começou a investir ainda criança, aos 11 anos de idade. O interesse pelo mercado financeiro surgiu por meio de propagandas no Youtube. “Eu passava muito tempo na internet assistindo vídeos e jogando e os anúncios sobre o mercado começaram a aparecer e me atraíram”, explicou à EXAME Invest.

Com vontade de aprender sobre o mercado financeiro, o jovem potiguar passou a assistir vídeos sobre o assunto. Filho de uma arquiteta, ele pediu a mãe para abrir uma conta em uma corretora de valores. Os pais, que não eram investidores, foram buscar orientação com amigos que entendiam sobre o mercado. A ideia era saber se investir era arriscado e adequado para uma criança. Um dos amigos incentivou que Gusmão tivesse uma conta e fizesse pequenos investimentos para aprender.

Com a autorização dos responsáveis, Gusmão fez seu primeiro investimento, no valor de cerca de 80 reais. Ele comprou uma cota do fundo imobiliário, o ABCP11. “Eu queria aprender como funcionava. Como era o pagamento de dividendos, por exemplo.” O próximo passo foi comprar ações. As primeiras que ele comprou foram do Banco Inter, B2W e Fleury. A escolha das ações foi baseada no conhecimento do jovem sobre a empresa. “Eu era consumidor dessas empresas.”

Quem pensa que os pais deram dinheiro para ele investir está enganado. Com 11 anos de idade, ele já tinha um dinheiro guardado, oriundo da venda de jogos de videogame que não usava mais e da venda produtos/brinquedos usados em sites como OLX e Mercado Livre. Além disso, alguns familiares o presenteavam com uma pequena quantia em datas comemorativas, como Natal e aniversário. “Eu não recebia mesada dos meus pais. Mas tinha um dinheiro guardado. Uma quantia de cerca de 500 reais.”

Em uma viagem de férias para São Paulo com a família, Mateus Gusmão foi visitar a corretora que ele era cliente e teve a oportunidade de conhecer Tiago Nigro, conhecido como Primo Rico. Nigro postou uma foto com o jovem e despertou a vontade em Gusmão para que ele criasse um canal no Youtube, que pudesse incentivar outras crianças e adolescentes a investirem.

“Na minha escola, por exemplo, ninguém investia. Queria compartilhar o que eu estava aprendendo.” Hoje, seu canal no Youtube tem cerca de 24 mil inscritos e o Instagram, 25 mil seguidores. E é com o dinheiro das redes sociais que o jovem faz seus aportes mensais no mercado. “70% do dinheiro do canal é investido. O restante eu uso para consumo ou reinvisto no meu próprio canal, para compra de equipamentos.”

Hoje, a carteira do jovem é bem mais robusta do que três anos atrás. Ele não releva a quantia que tem investido, mas conta que sua carteira é bem diversificada. Ele investe em ações, em fundos imobiliários, em criptomoedas e no exterior. “Nossa moeda é fraca frente ao dólar. Invisto como uma forma de proteger a minha carteira e potencializar meus retorno.”

Pensando no futuro, Gusmão, que é aluno do 9º ano do ensino fundamental, planeja cursar faculdade de Administração ou Economia. O objetivo é trabalhar no mercado financeiro. “Hoje, já empreendo no mercado por meio do meu canal. Mas planejo trabalhar de outra maneira e ajudar mais pessoas.”

Ele destaca que investindo desde criança ele terá uma vantagem frente aos demais. O objetivo financeiro é aumentar o patrimônio durante os anos. Ele se considera um investidor conservador e focado no longo prazo. “Quero que outras crianças também tenham esta oportunidade. Quanto antes começar, melhor.”

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame


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