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Como Carol Paiffer planeja aumentar o número de mulheres na B3

PUBLICADO EM: 6.5.21 | 14H18
ATUALIZAÇÃO: 6.5.21 | 20H01
CEO da Atom lidera o grupo Investidoras aos Milhões, que conta com apoio da EXAME. Veja como participar da iniciativa
Carol Paiffer, CEO da Atom

Imagem da Editoria Exame Invest
Isabel Rocha

Repórter da Exame



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A quantidade de mulheres investindo na B3 atingiu a marca de 1 milhão na última terça-feira, 4. O número representa 27,34% do total de CPFs registrados na bolsa e é o maior desde o início da série histórica, em 2002, quando as mulheres somavam 17,6%. 

Por trás do número cada vez mais expressivo de mulheres na bolsa existem alguns projetos, como o Investidoras aos Milhões, liderado por Carol Paiffer, CEO Atom (ATOM3). A empresa é especializada em educação financeira, tem a EXAME como sócia e apoia a iniciativa de empoderamento feminino ao lado do grupo Mulheres Positivas.

Pensando em incentivar cada vez mais mulheres a ocupar esse espaço no mercado financeiro, o projeto reúne especialistas em lives para que possam compartilhar experiências e conhecimentos sobre o mundo dos investimentos. “É incrível ver quantas mulheres se mobilizam para que esse número aumente significativamente”, diz Carol Paiffer.

Participe do grupo e faça parte das 1 milhão de mulheres que já investem na bolsa de valores

Em entrevista à EXAME, Carol fala sobre a importância da educação financeira como ferramenta de empoderamento feminino e descreve a sensação de ser referência em um mercado que ainda é dominado majoritariamente por homens. “Fico lisonjeada por poder impactar tantas vidas e por ajudar as mulheres a entenderem que elas têm a capacidade de investir e aumentar seu patrimônio por meio do mercado financeiro”, afirma. Acompanhe na íntegra abaixo.

Quando e como surgiu o projeto Investidoras aos Milhões?

O projeto surgiu recentemente, quando o número de mulheres investidoras estava em 800.000. Dentro da Atom, existe o Atom Ladies [um programa exclusivo para mulheres traders] e agora comecei esse movimento. Ele foi rapidamente sendo aderido por muitas mulheres, que toparam ajudar a popularizar esse mercado e incentivar outras mulheres a conhecê-lo.

A marca de 1 milhão de investidoras é um sinal de que as mulheres estão mais empoderadas financeiramente?

Não apenas isso, mas de que elas entenderam que precisam falar sobre dinheiro e que não é pecado. Infelizmente, a gente vem da cultura do endividamento, e falar sobre dinheiro não é um costume no nosso país. Isso acontece principalmente com as mulheres, que têm medo de que isso soe como ganância ou algo ruim.

Aos poucos, elas estão entendendo a importância de falar sobre isso. E que quando aprendem sobre dinheiro, esse aprendizado pode se multiplicar. Então, não é só sobre a vida financeira da mulher, mas sobre ela identificar a importância de falar sobre dinheiro com naturalidade.

Ainda que o número seja um recorde, as mulheres ainda são minoria na bolsa. O que é preciso mudar para que a participação de mulheres e homens se equipare?

Já avançamos bastante. Quando eu comecei, tínhamos apenas 5% de mulheres investidoras e hoje o número é bem mais significativo. Mas a meta é chegar aos 50% – o que significaria, de fato, que nos equiparamos com os homens. Para que isso aconteça, esse movimento de falar com mulheres é muito importante. Tenho certeza que ele é exponencial e muito forte. Aos poucos, as mulheres devem quebrar a objeção que costumam ter sobre investimentos e dinheiro.

Existe um grande número de alunas na Atom. De que maneira você conseguiu mostrar que elas também poderiam ser traders?

Na verdade, mostro para as mulheres que elas são capazes de fazer o que quiserem – e que o mercado financeiro é muito vantajoso. Quando eu tinha 17 anos, pensava que um dia iria querer casar, ter filhos e diminuir o ritmo de trabalho. Vi na bolsa de valores a possibilidade de poder ganhar dinheiro de casa, sem precisar ter clientes ou falar com ninguém.

É isso que eu falo para as mulheres na Atom. Mostro que a possibilidade de fazer dinheiro de qualquer lugar do mundo é uma liberdade – e que elas, naturalmente, já fazem coisas muito mais complexas. Tenho uma amiga de infância que é médica, mãe de gêmeos, e sempre falava que a bolsa não era para ela. Eu respondia: você já fez coisas muito mais difíceis do que investir na bolsa. Ela se convenceu disso e hoje é uma investidora.

O que as mulheres têm de vantagem em relação aos homens na hora de operar?

A disciplina. As mulheres têm muito mais medo de perder dinheiro e isso faz com que elas sejam mais cautelosas, o que é positivo. Existe um estudo que mostra que é muito mais difícil uma mulher quebrar na bolsa de valores do que um homem. É igual seguro de carro: é muito mais caro para homem do que para mulher porque o homem arrisca mais, então o prejuízo é maior. Quando a mulher começa a errar, ela entende que precisa estudar mais, dá um passo atrás e volta para o simulador.  

Como você se sente sendo uma profissional e influencer em um mercado que ainda é dominado por homens?

Não foi intencional me colocar nessa posição de influenciadora. As coisas aconteceram naturalmente porque eu gosto desse mercado e de falar sobre ele. Me sinto lisonjeada quando as pessoas dizem que admiram meu trabalho e que entraram na bolsa por minha causa. Fico muito feliz por poder incentivar as pessoas e transformar a vida delas assim como aconteceu comigo.

Não perca essa oportunidade de aprender sobre investimentos com Carol Paiffer. Participe do Investidoras aos Milhões 

Imagem da Editoria Exame Invest
Isabel Rocha

Repórter da Exame


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