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Investimento nuclear? Gestora lança fundo em urânio

PUBLICADO EM: 12.2.21 | 13H04
Empresas de extração do metal podem se beneficiar com o aumento da demanda por energia limpa
Bolsa de valores em Nova York (NYSE)

Investimento alternativo:  O fundo tem aplicação mínima de 1 mil reais, taxa de administração de 0,25% ao ano e não tem taxa de performance

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame



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Quem gosta de investimentos alternativos terá mais uma opção. A gestora Vitreo anunciou nesta sexta-feira, 12, que um fundo de investimento que aplica 100% do patrimônio em empresas relacionadas à extração de urânio. O fundo, denominado de Vitreo Urânio FIM,é o primeiro no segmento no mercado brasileiro. 

 O fundo tem aplicação mínima de 1 mil reais, taxa de administração de 0,25% ao ano e não tem taxa de performance

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Segundo a Vitreo, o ativo é indicado para o investidor que busca diversificar o portfólio investindo em um ativo descorrelacionado, principalmente, da bolsa brasileira. A gestora acrescenta ainda que estas empresas de extração do metal podem se beneficiar com o aumento da demanda por energia limpa.

 “O produto não compra urânio diretamente, mas investe indiretamente na commodity por meio de swaps. O urânio é uma matéria-prima de uso recorrente e escasso, o que torna o investimento interessante no longo prazo – principalmente quando a gente lembra que o metal é utilizado para a produção de energia nuclear, que já é responsável por 10% da eletricidade do planeta e é uma energia menos poluente”, explica George Wachsmann, sócio e chefe de gestão da Vitreo.

Por intermédio do fundo, o investidor tem acesso a companhias como a Cameco, uma das empresas que compõem o índice que a Vitreo investe por meio de um ETF. Uma das maiores fornecedoras de urânio do mundo, a Cameco é responsável por quase 10% da produção mundial do metal e em fevereiro de 2020 chegou a registrar alta de 22% em apenas um dia. Além disso, de novembro de 2017 para cá a empresa teve uma valorização de 94,71%.

“A gente repete que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, mas vale destacar também a segurança de investir em um ativo descorrelacionado”, explica Jojo, que recomenda que o investidor tenha menos de 5% da sua carteira investida no fundo.

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
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