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No radar: IPCA, decisão do BCE, PEC Emergencial e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 11.3.21 | 7H04
ATUALIZAÇÃO: 11.3.21 | 10H53
Mercados mantém bom humor com aprovação de pacote trilionário nos EUA e inflação americana dentro das expectativas

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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As bolsas internacionais avançam nesta quinta-feira, 11, ainda embaladas pela aprovação do pacote de 1,9 trilhão de dólares nos Estados Unidos e por dados da inflação americana, que ficaram dentro das expectativas. 

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Entre os principais índices internacionais, o futuro de Nasdaq se destaca positivamente nesta manhã, subindo mais de 1%, com os dados de inflação derrubando os rendimentos dos títulos americanos.

Com maior concentração de empresas de tecnologia , o índice tem se mostrado mais sensível à variação dos títulos no país, uma vez que empresas do setor costumam precisar de mais crédito para financiar seu crescimento.

IPCA

Embora as preocupações sobre a inflação tenham diminuído nos Estados Unidos, elas seguem altas no Brasil. Nesta manhã, as atenções do mercado devem se voltar para a divulgação do IPCA de fevereiro, o último antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana.

A expectativa para esta publicação é de alta mensal de 0,72%, acumulando 5,06% em 12 meses - acima do centro da meta de inflação de 3,75% para este ano e próximo do topo da banda, de 5,25%.

Um resultado acima do esperado deve aumentar ainda mais a pressão para que o Copom eleve em 0,5 ponto percentual a taxa Selic na próxima reunião. 

No mercado, a percepção de que um ciclo de alta de juros começará agora em março é praticamente unânime, mas ainda há dúvidas sobre o tamanho da primeira dose e até quanto será elevada a taxa de juros.

Na bolsa, os juros futuros com vencimento em abril precificam uma alta de pelo menos 0,25 ponto percentual.

BCE

Enquanto o Brasil irá definir sua taxa de juros na próxima semana, a decisão do Banco Central Europeu será feita hoje. A expectativa é de manutenção da taxa de juros referência negativa em 0,5%, mas investidores devem estar atentos aos sinais de Christine Lagarde, presidente da instituição.

Assim como nos Estados Unidos, a Europa vem sofrendo com a alta dos rendimentos dos títulos públicos, o que, dependendo da magnitude, pode vir a atrapalhar a retomada econômica do continente, uma vez que os empréstimos ficam mais caros.

Antes da decisão do BCE, o euro se fortalecia frente ao real, acompanhando a desvalorização da moeda americana contra outras divisas. No mercado de ações, o índice pan-europeu Stoxx 50 subia 0,3%.

PEC Emergencial

No cenário político brasileiro, as atenções seguem com o andamento da PEC Emergencial na, que teve a votação do segundo turno adiada para esta quinta-feira, 11, tendo em vista que as votações das propostas de alterações (destaques) se alongaram na última sessão.

Como temia o mercado, a PEC Emergencial deve retirar o trecho que impedia a progressão e promoção de funcionários públicos, mesmo com o descontrole das contas públicas. A  regra também deve se estender a todo funcionalismo, não apenas ao setor de segurança, que vinha pressionando para ficar de fora de congelamentos de salários. 

De acordo com o Valor, a condição serviu de moeda de troca para que o texto não sofresse ainda mais desidratações das medidas de contenção de custos.

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