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Preços em alta: IPCA fecha 2020 em 4,52% e fica acima do centro da meta

PUBLICADO EM: 12.1.21 | 9H14
ATUALIZAÇÃO: 12.1.21 | 10H48
Mesmo em ano de recessão, a inflação ficou acima da meta do Banco Central e das projeções do mercado, com alta em setores como alimentos e material de construção
Inflação; consumo; consumidores

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Da Redação

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para boa parte das métricas de inflação, subiu 1,35% em dezembro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. No mês anterior, em novembro, o índice havia subido 0,89%.

No ano, o IPCA fechou em 4,52% no acumulado de 12 meses até dezembro. O resultado ficou acima da projeção do mercado, que era de 4,37% para 2020.

Com os números, a inflação fecha o ano acima do centro da meta do Banco Central, de 4%, em meio ao aumento dos preços de itens como alimentos e material de construção que marcaram 2020, sobretudo no último trimestre do ano.

Quando a pandemia se abateu sobre a economia, provocando a recessão global, o IPCA chegou a registrar taxas negativas. Com as atividades paradas, os preços, especialmente de serviços, despencaram nos primeiros meses de isolamento social. Todas as previsões apontavam, na época, para um IPCA abaixo da meta do BC no ano passado.

O cenário virou a partir de meados do ano passado. Com a concentração da demanda em itens básicos -- como o arroz, eleito o vilão do ano -- e a alta do dólar, os alimentos para consumo no domicílio começaram a encarecer rapidamente.

Os alimentos terminaram 2020 com alta de 14,09%, a maior desde 2002. 

Para 2021, a expectativa do mercado no último boletim Focus é de inflação menor, de 3,34%, em parte devido a fatores como um possível aumento do desemprego e redução no consumo com o fim do auxílio emergencial.

Como fica a taxa de juros?

Com a pressão do aumento dos preços, que deve persistir neste começo de 2020, o mercado projeta que o Banco Central possa começar a aumentar a taxa de juros novamente.

As projeções são de que a taxa Selic possa ir dos atuais 2% (menor patamar histórico) para 3,25%. A projeção estava em 3%, mas cresceu no boletim Focus desta semana.

Segundo novo relatório da EXAME Research, há ainda a expectativa de que a taxa de juros seja revisada para cima, em 3,5%, mas com exceção de um choque grande e amplo aumento do risco fiscal, não deve chegar à casa dos 5% neste ano (cadastre-se e leia na íntegra).

"Após ficar inerte nos 3% por um bom tempo, a mediana do Focus finalmente começou o processo de elevação da Selic esperada para 2021, e, como dissemos, ainda vemos espaço para nova elevação das expectativas", diz o relatório.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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