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JPMorgan e Citi: o que esperar de resultados após alta recorde em NY

PUBLICADO EM: 14.1.22 | 6H30
ATUALIZAÇÃO: 13.1.22 | 21H39
Índice de ações de grandes bancos americanos subiu 10% no início do ano diante da expectativa de ganhos maiores com alta dos juros e retomada do crédito
JPMorgan Chase

O JPMorgan dá início nesta sexta, dia 14 de janeiro, à safra de resultados de bancos americanos no quarto trimestre de 2021 | Foto: Mike Segar/Reuters

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Da Redação

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O início de 2022 não poderia ser melhor para o setor financeiro nos Estados Unidos: o KBW Bank Index, índice que mede a variação das ações de 24 dos maiores bancos do país, subiu cerca de 10% na primeira semana do ano e teve o seu melhor desempenho para o período desde o começo da década de 1990, quando passou a ser registrado.

A explicação para a alta dos papeis: o iminente e aguardado processo de aumento das taxas de juros na maior economia do mundo pelo Federal Reserve, o Fed, que deve favorecer os ganhos dos bancos com empréstimos e com operações com títulos do Tesouro, cujas taxas já antecipam o aperto monetário que está por vir.

E um aperitivo será conhecido a partir desta sexta-feira, dia 14, com a divulgação dos resultados dos grandes bancos no quarto trimestre de 2021, seguida de teleconferências com analistas para comentar os números e as perspectivas. JPMorgan Chase, Citigroup e Wells Fargo dão a largada nesta manhã, antes da abertura dos mercados.

Bank of America e Goldman Sachs divulgam os seus respectivos resultados na terça-feira que vem, dia 18, e o Morgan Stanley, no dia seguinte.

Segundo as projeções de Wall Street, JPMorgan e Citi devem reportar lucros de 20% a 30% menores na comparação com o mesmo trimestre em 2020, enquanto o do Wells Fargo deve ter crescido perto de 70%. A diferença se deve ao momento de cada instituição para reverter provisões para perdas com crédito que não se concretizaram.

Mas analistas e investidores devem olhar com mais atenção os números de empréstimos dos três meses finais do ano, que podem refletir a retomada da economia americana e a disposição de gastos de famílias e empresas. As projeções apontam para o maior ritmo de concessões em dois anos, em um sinal de normalização da economia.

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