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Madoff, autor da maior pirâmide financeira da história, morre na cadeia

PUBLICADO EM: 14.4.21 | 11H21
ATUALIZAÇÃO: 14.4.21 | 11H50
Financista americano criou um esquema de fraude estimado em 65 bilhões de dólares nas décadas de 1990 e 2000, que enganou e levou à ruína milhares de pessoas
Bernard Madoff, investidor envolvido em um esquema de fraude internacional

Bernard Madoff, investidor que encabeçou o maior esquema Ponzi da história, calculado em 65 bilhões de dólares

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O financista americano Bernard Madoff, autor do maior esquema Ponzi da história, morreu na prisão nesta quarta-feira, 14, aos 82 anos. Ele cumpria pena de 150 anos de reclusão pela condenação em 2009 pelos crimes cometidos, que levaram à ruína financeira milhares de pessoas. O esquema é estimado em 65 bilhões de dólares nas décadas de 1990 e 2000.

O esquema Ponzi, também conhecido como pirâmide financeira, consiste em prometer e atrair ganhos vultosos e imediatos para as pessoas. Na medida em que a base de investidores cresce, os recursos dos entrantes são utilizados em parte para pagar aqueles que já haviam sido atraídos anteriormente, em um círculo vicioso que uma hora não se sustenta mais.

Seus crimes foram descobertos em 2008, em meio à crise financeira global. Ele foi denunciado por seus dois filhos, que não participavam do esquema.

Durante o julgamento, Madoff se declarou culpado e admitiu ter enganado milhares de clientes em bilhões de dólares em investimentos ao longo de décadas.

A lista de vítimas foi extensa e diversificada, de pequenos investidores a artistas e fundos de pensão e fundos hedge. Os atores Kevin Bacon, Kyra Sedgwick e John Malkovich, o ex-astro do beisebol Sandy Koufax e uma instituição de caridade do diretor Steven Spielberg estiveram entre as vítimas.

O vencedor do Nobel da Paz Elie Wiesel perdeu 15,2 milhões de dólares por meio da sua fundação.

Um administrador nomeado pelo tribunal que julgou o seu caso recuperou mais de 13 bilhões de dólares de investidores.

No ano passado, advogados de Madoff tentaram obter a liberdade condicional do financista, sob alegação de que ele sofria de doença renal em estágio terminal e tinha outras condições médicas crônicas. O pedido foi negado.

(Com Agência Globo)

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