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Maior gestora quantitativa da América Latina lança fundo para investir em Bitcoin

PUBLICADO EM: 11.3.21 | 7H25
ATUALIZAÇÃO: 11.3.21 | 8H08
Operação envolve compra de startup focada em estratégias de inteligência artificial para negociar criptomoeda
Dolar e bitcoin

(NurPhoto via Getty Images)

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A Giant Steps Capital, maior gestora quantitativa da América Latina, comprou uma participação minoritária em uma startup focada em criptomoedas e lançará um fundo para investir em futuros de Bitcoin e outros ativos digitais.

A gestora investiu uma quantia não revelada na Polvo Technologies, que desenvolve estratégias de inteligência artificial e de “machine learning” para negociar futuros de Bitcoin e ativos semelhantes, disse Flavio Terni, sócio fundador da Giant Steps, em entrevista.

As estratégias desenvolvidas pela Polvo serão usadas em um novo fundo que a Giant Steps vai lançar até o meio do ano para negociar futuros de Bitcoin e de Ether, afirmou Terni. O fundo também vai se aproveitar de outras técnicas desenvolvidas pela Giant Steps, que tem cerca de R$ 6,5 bilhões sob gestão, em seus outros produtos.

“Os mercados de criptomoedas são altamente ineficientes, com muita volatilidade”, disse Terni. “Isso significa que as estratégias de ‘trend following’ que já usamos em nossos outros fundos são capazes de capturar e ganhar com isso.”

Bitcoin e outras criptomoedas vêm ganhando popularidade, com crescente aceitação por instituições financeiras, bilionários e Wall Street. Ainda assim, a volatilidade permanece alta e os detratores desses ativos alertam que os preços estão em uma bolha especulativa. A cotação de Bitcoin subiu para um recorde de US$ 58.350 em 21 de fevereiro, depois caiu para US$ 43.000 e agora está pairando perto de US$ 54.000.

A equipe da Polvo usa a tecnologia blockchain do Bitcoin, que registra todas as transações publicamente online, para construir suas estratégias, disse Terni. Mais à frente, a Giant Steps pretende oferecer também serviços de formação de mercado para criptoativos.

A Giant Steps, que leva o nome do álbum de John Coltrane, foi uma das pioneiras em adotar em larga escala no Brasil metodologias quantitativas, que usam algoritmos construídos sobre amplas bases de dados para determinar a gestão de ativos. A empresa espera atingir R$ 10 bilhões sob gestão até o final do ano, disse Terni, e conta com cerca de 45 funcionários.

Seu fundo Zaratustra prosperou durante a turbulência do mercado no ano passado, embora tenha perdido algum fôlego quando os mercados ficaram mais calmos. As estratégias do fundo foram concebidas para ter um desempenho superior quando os mercados entram em momentos de pânico ou de euforia.


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