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Marfrig confirma que elevou participação na BRF para mais de 31%

PUBLICADO EM: 3.6.21 | 11H23
ATUALIZAÇÃO: 3.6.21 | 12H31
A companhia informou que não pretende eleger membros para o conselho de administração ou exercer influência sobre as atividades da concorrente
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Trabalhadores processam gado abatido no abatedouro do Grupo Marfrig | Foto: Paulo Whitaker/Reuters (REUTERS)

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A Marfrig (MRFG3) confirmou as especulações do mercado e comunicou nesta quinta-feira, 3, que elevou sua participação na BRF (BRFS3) para aproximadamente 31,66%.

"A Marfrig reafirma que a aquisição da referida participação visa a diversificar os investimentos em segmento que possui complementaridades com seu setor de atuação", disse a empresa no documento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Na véspera, a Marfrig aumentou novamente sua participação na BRF por meio de leilão na B3. As ações da BRF (BRFS3) estiveram entre as maiores altas do dia, subindo 4,11%, após a companhia enfrentar um novo block trade (leilão agendado no mercado quando um grande investidor quer se desfazer de uma posição significativa de ativos) de 401,9 milhões de reais. No mês passado, a Marfrig comprou cerca de 24,23% no capital da BRF.

Nesta quinta-feira, a Marfrig informou que passou a deter 257.267.671 ações da BRF e que a participação é composta por papéis comprados diretamente no mercado, leilão em bolsa e via opções.

A compra coloca a Marfrig perto dos limites estabelecidos no estatuto da BRF para acionistas minoritários. O "poison pill", incluído no estatuto social da BRF, determina que qualquer acionista que se torne titular de 33,33% das ações da empresa terá de divulgar este fato e lançar, em até 30 dias contados a partir da aquisição mais recente, uma oferta pública de aquisição (OPA) para todos os demais acionistas. O preço da OPA embutiria um prêmio de 40% sobre a média de preço das ações da BRF nos 120 dias anteriores e também nos 30 dias anteriores.

A Marfrig afirmou, no entanto, que não pretende eleger membros para o conselho de administração ou exercer influência sobre as atividades da BRF e que não celebrou quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto.

Com Reuters e Estadão Conteúdo

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