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Melhores do ESG: empresas querem funcionários com saúde mental

PUBLICADO EM: 18.5.21 | 17H00
ATUALIZAÇÃO: 18.5.21 | 17H21
O 12º dia de programação debateu a qualidade de vida das equipes, e também a mudança de foco do setor de saúde
Pandemia tem causado graves impactos na saúde mental

Com a pandemia, 60% das pessoas se sentem mais ansiosas com relação à segurança no emprego, 56% vivenciaram estresse pela mudança na rotina de trabalho e 50% tiverem dificuldade em equilibrar vida pessoal e profissional (Getty Images/EyeEm)

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A saúde mental dentro das empresas é um problema preocupante. Com a pandemia, 60% das pessoas se sentem mais ansiosas com relação à segurança no emprego, 56% vivenciaram estresse pela mudança na rotina de trabalho e 50% tiverem dificuldade em equilibrar vida pessoal e profissional.

“Um de cada cinco pessoas vai manifestar algum sintoma. E 75% dos casos não serão identificados. Entre os casos identificados, metade não será tratada, ou o tratamento vai ser abandonado em fases iniciais”, afirma Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work Brasil. Mas há boas notícias nesse cenário.

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Foi para tratar dos desafios e principalmente das possíveis soluções para o tema que o painel “Saúde mental sem tabu: é possível?” reuniu Shiozawa a Mariana Holanda, diretora de saúde mental da Ambev. Para o moderador, Rodrigo Godoy, head da EXAME Academy, é possível, sim, falar de saúde mental nas empresas, sem tabus. “A vida mudou, vamos ter de olhar para algumas coisas de uma forma mais natural, mais empática”, concorda Mariana.

“A pandemia agravou indicadores de depressão, burnout, estresse e proximidade com álcool e drogas. Mas o simples fato de os gestores se dizerem preocupados com esse tema já traz um primeiro alívio para os colaboradores”, lembra Shiozawa.

“Estamos trabalhando para desenvolver métricas para permitir à corporação avaliar a situação. Também queremos quebrar o conceito de que ou você cuida das pessoas ou dos resultados”, reforça o CEO do Great Place to Work Brasil. “É o contrário: quanto mais você cuida das pessoas, melhores são os resultados, até porque os índices de absentismo e presenteísmo diminuem e o engajamento aumenta”.

Mariana Holanda lembrou que as grandes empresas passaram muito tempo trabalhando o conceito de resiliência. “Encaramos resiliência só na entrega. Esquecemos o processo de entrega e recuperação. Você não consegue se manter tensionado o tempo todo”.

Foco na saúde

Duas horas antes, representantes do setor de saúde compartilharam a tela para debater as mudanças amplas pelas quais o setor está passando. O investimento em saúde preventiva, com foco no paciente e não na doença, leva qualidade de vida para as pessoas e reduz custos para as empresas do setor. Todos os cinco participantes do painel “A democratização e o acesso a uma saúde de qualidade” concordaram com essa constatação.

“É essencial que a empresa tenha cuidado com a saúde, e não a doença; o paciente, e não a patologia”, declara, por exemplo, Gilberto Ribeiro, Sócio e COO Vox Capital. “O grande desafio do setor não tem a ver com preço, tem a ver com cultura de custo. Controlando o custo, conseguimos oferecer saúde mais barata para as pessoas. Para isso, a tecnologia e o gerenciamento de dados são fundamentais”, completa André Florence, CEO e cofundador da Gestora de Saúde Alice. A moderação ficou a cargo de Rodrigo Caetano, Repórter de ESG na EXAME.

Para Thomaz Srougi, fundador e executive chairman do Dr.Consulta, essa é uma mudança crucial para garantir qualidade de vida para uma população que tende a envelhecer rapidamente. E também para garantir a sobrevivência de um setor em que o número de clientes de planos de saúde suplementar parou de crescer ao longo da última década. “Existe uma espiral da morte no Brasil. As pessoas não conseguem acesso porque o plano de saúde é muito caro, outras porque as filas são muito grandes. E então perdem a chance de tratar a doença quando ela é prevenível”.

“Estamos falando cada vez mais de integração, colocar o paciente num ecossistema, e usar dados para fazer a gestão de saúde”, afirma Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury. Para Lídia Abdalla, presidente executiva do Grupo Sabin, a mudança de comportamento provocada pela pandemia ajuda nesse processo de transição para um novo modelo de saúde. “As pessoas ainda não interagiam com os aplicativos. Agora utilizam de fato plataformas digitais de saúde”. (Por Tiago Cordeiro, especial para EXAME)

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