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Mercado secundário de fundos imobiliários deve crescer 50%, estima XP

PUBLICADO EM: 14.12.20 | 12H49
ATUALIZAÇÃO: 14.12.20 | 12H50
As taxas de juros básicas baixas no Brasil tem estimulado investidores de varejo a buscar produtos de maior rendimento como os FIIs
imóveis; São Paulo; prédios

(Getty Images/iStockphoto)

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.



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(Bloomberg) O volume de negócios no mercado secundário de fundos de investimento imobiliário (FIIs) no Brasil pode aumentar 50% nos próximos 12 a 24 meses à medida que os grandes investidores vendidos entrem no mercado, de acordo com a XP Investimentos.

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“Mais fundos de ações, multimercado, fundos de pensão e seguradoras começarão a participar e aumentar o volume”, disse Giancarlo Gentiluomo, chefe de distribuição dos fundos imobiliários da XP, em uma entrevista.

Os fundos imobiliários negociados em bolsa são novos no Brasil, com um volume de 44 bilhões de reais no mercado secundário até outubro, de acordo com a bolsa de valores do país, B3. A bolsa começou a permitir aluguel de cotas no mês passado, em um esforço para aumentar o volume.

“Muitos grandes investidores não podiam realmente entrar no mercado antes, porque eles só participam quando podem negociar em ambos os lados, construindo posições compradas e vendidas”, disse Gentiluomo.

Os ganhos de volume serão graduais porque os investidores de varejo, que detêm 74% das cotas desses fundos, precisam de tempo para se familiarizar com o processo de alugar essas cotas, disse Gentiluomo.

As taxas de juros básicas baixas no Brasil tem estimulado investidores de varejo a buscar produtos de maior rendimento, como fundos imobiliários. Mas o mercado ainda totalizava cerca de 110 bilhões  de reais outubro, uma pequena fração do total da indústria de fundos de 5,7 trilhões de reais.

Os fundos imobiliários tiveram um desempenho ruim este ano, com preços distorcidos pela falta de liquidez em meio a vendas estimuladas pela pandemia. O IFIX, índice que acompanha os fundos, caiu mais de 13% neste ano, ante queda de 1% do índice de ações Ibovespa.


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