ECONOMIA

Mistério no mercado de dívida soberana: por que emissões despencam?

PUBLICADO EM: 5.6.21 | 8H05
ATUALIZAÇÃO: 4.6.21 | 22H50
Emissão de dívida em maio foi a menor em seis anos, segundo dados da Bloomberg, apesar de juros baixos que reduzem os custos de captação
Chile: pedestre passa na frente do Palacio La Moneda, Santiago, Chile. 26 de maio de 2020. Foto: Cristobal Olivares/Bloomberg

Palacio La Moneda, sede do governo do Chile, em Santiago: emergentes emitiram menos dívida em maio | Foto: Cristobal Olivares/Bloomberg

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As emissões de dívida soberana de países em desenvolvimento nos mercados internacionais caíram para o menor nível em seis anos no mês passado, pois a recuperação econômica e o capital de estímulo de instituições multilaterais reduziram as necessidades de financiamento.

Economias emergentes captaram 6 bilhões de dólares em dívidas denominadas em euros e em dólares em maio, o menor valor para esse mês desde 2015 e quase 65% menos do que em maio do ano passado, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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Os números contrastam com condições de financiamento favoráveis, com juros extremamente baixos nas nações desenvolvidas em meio ao contínuo apoio dos bancos centrais para recuperar as economias devido à crise causada pela pandemia.

O spread entre os títulos em dólares de mercados emergentes e os Treasuries (títulos americanos) encolheu para os níveis de fevereiro de 2020. A diferença agora é de 327 pontos-base (ou 3,27 pontos percentuais), inferior à média de 10 anos, de 347 pontos-base (3,47 pontos percentuais).

Alguns governos de mercados emergentes acessaram o mercado no início do ano, sendo que janeiro foi um mês particularmente forte para as emissões de eurobônus, segundo Trieu Pham, estrategista de mercados emergentes do ING Bank em Londres.

Outros se beneficiaram do financiamento de recuperação da União Europeia e de medidas de apoio semelhantes, como empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) a países pobres, enquanto a valorização dos preços das commodities aumentou a receita tributária.

“Tem sido incrivelmente calmo”, disse Pham. “Em comparação com o ano passado, pelo menos, as necessidades de financiamento estão caindo.”

Ainda assim, o ambiente de juros baixos pode atrair emissores de mercados emergentes nos próximos meses, disse Pham.

“Seria surpreendente se a emissão continuasse tão baixa como agora”, afirmou. “As emissões devem aumentar se permanecermos neste ambiente forte.”

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