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Mobly: crescimento de 50% em volume e Ebitda positivo no 1º trimestre

PUBLICADO EM: 11.5.21 | 10H14
ATUALIZAÇÃO: 11.5.21 | 10H28
Empresa, uma das líderes em vendas de móveis pela internet, alcança R$ 246 milhões em volume de mercadorias e supera a marca de 1 milhão de clientes ativos
Loja da Mobly: estratégia de integrar canais digitais com físicos ajuda a alavancar as vendas

Vendas de móveis por meio de plataformas digitais e integradas a lojas físicas continuam a crescer no país

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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Poucos mais de três meses depois da abertura de capital na B3, a Mobly (MBLY3) começa a entregar resultados relacionados ao capital levantado na oferta. A empresa, uma das líderes na venda de móveis em plataformas digitais, manteve o crescimento acelerado e obteve um volume recorde de 246 milhões de reais em GMV (sigla em inglês para volume bruto de mercadorias) no primeiro trimestre, com alta de 50,7% na comparação anual.

O resultado foi obtido mesmo com o fechamento das 11 lojas físicas em parte do trimestre -- na segunda quinzena de março -- por causa da nova rodada de medidas de restrição em São Paulo e outras cidades.

As receitas líquidas, por sua vez, também cresceram em patamar próximo de 50%, para 169 milhões de reais (+48,6%) no período.

O crescimento é atribuído em parte a decisões diretamente relacionados aos cerca de 900 milhões de reais levantados na oferta primária, em que os recursos vão para o caixa da companhhia. É o caso dos investimentos em marketing e publicidade e na estratégia de antecipar pagamento para fornecedores, com impacto positivo no custo dos produtos vendidos.

A empresa também pagou as dívidas e parou de antecipar recebíveis do cartão de crédito, o que resultou em economia com juros e aumento das contas a receber, conforme planejado no processo de abertura de capital.

A margem bruta foi ampliada em 3,8 pontos percentuais na comparação com o quarto trimestre, de 37,9% para 41,7%, graças ao reajuste no preço de mercadorias. A medida ajudou a aliviar a pressão de custos de matérias-primas utilizadas na fabricação de móveis, casos do aço e de chapas de madeira.

O aumento dos preços para o consumidor, no entanto, não foi totalmente sem impacto. As taxas de conversão do cliente recuaram em decorrência dos reajustes.

Também pesou a favor da margem bruta e do resultado uma decisão do Supremo Tribunal Federal a favor do contribuinte sobre a diferença de alíquotas nos Estados (conhecida como Difal), que reduziu o peso dos tributos.

Outro destaque do balanço é que a Mobly encerrou o trimestre com um Ebitda ajustado (que mede a geração de caixa operacional sem efeitos não-recorrentes) positivo, em 1,636 milhão de reais, com uma margem de 1%.

O Ebitda não-ajustado foi impactado por despesas relacionadas ao IPO e à mudança no plano de stock options.

A base de clientes ativos, por sua vez, manteve a sua trajetória de crescimento e superou a marca de 1 milhão de pessoas no período, com crescimento de 48,4% na comparação com um ano antes.

Para o trimestre atual, e relacionado ao plano de expansão anunciado no processo de IPO, a Mobly vai abrir a sua terceira megastore, no Shopping Dom Pedro, em Campinas. A inauguração acontece ainda neste mês. Em abril, a empresa já havia começado a operar um centro de distribuição e logística em Belo Horizonte, que é a sua terceira principal região metropolitana.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
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Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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