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Netflix dá spoiler sobre impacto da reabertura da economia

PUBLICADO EM: 20.4.21 | 6H10
ATUALIZAÇÃO: 19.4.21 | 21H39
Líder mundial no segmento divulga o resultado e revela como a retomada da "vida ao vivo" reduziu número de novos assinantes e ampliou os cancelamentos
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A atriz Tainá Müller, protagonista da série Bom Dia, Verônica, da Netflix (Suzanna Tierie)

Imagem da Editoria Exame Invest
Da Redação

Repórter da Exame



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A rotina nos Estados Unidos começa a se normalizar com o rápido avanço da vacinação no país, junto com o início da primavera e o aumento das temperaturas. Quais os efeitos da retomada da vida "lá fora" em um dos setores que mais se beneficiaram do enclausuramento das pessoas por causa da pandemia, a indústria do streaming?

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Um spoiler desse filme será conhecido no fim da tarde desta terça-feira, 20, com a divulgação dos resultados do primeiro trimestre da Netflix (NFLX34), a líder mundial em streaming.

Investidores estarão atentos ao churn, ou seja, ao índice de cancelamentos de assinaturas. A Netflix tem o índice mais baixo da indústria, que era de 2,7% ao fim de 2020, menos da metade dos 6,8% da média da indústria, que inclui gigantes como Disney+, HBO Max, Apple TV+ e Starz, entre outras.

Mas dados de uma pesquisa da consultoria Deloitte apontam que o churn praticamente dobrou nessa indústria de outubro de 2020 a fevereiro passado em relação aos níveis pré-pandemia.

O estudo com cerca de 2.000 consumidores no mercado americano em fevereiro apontou também que eles estãos mais seletivos: em média, possuem quatro serviços de streaming, um a menos do que no levantamento anterior, em outubro.

Além dos cancelamentos, as atenções estarão voltadas para o crescimento de base de consumidores. O guidance da Netflix revelado em janeiro aponta para 6 milhões de novos assinantes de janeiro a março, menos da metade dos 15,8 milhões adicionados no mesmo período de 2020, já sob efeitos das medidas de isolamento com a pandemia.

Depois de se destacar com uma valorização de 67% das ações ao longo de 2020, a Netflix enfrenta dificuldades para avançar na Nasdaq, na medida em que as perspectivas de ganhos são menos favoráveis. A ação subiu apenas 2,5% neste ano.

A expectativa da companhia é que o lucro por ação tenha ficado em 2,97 dólares, o que representaria um avanço de quase 90% na base anual. As receitas, por sua vez, devem ter subido mais de 23%, para 7,13 bilhões de dólares, com impulso extra em regiões como a da Ásia/Pacífico e a da América Latina.

São áreas em que o desempenho foi puxado pelo volume crescente de produções de conteúdo de forma local, como a série "Bom Dia, Verônica" no Brasil.

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