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No radar: alívio nos EUA, restrições da covid e o que move o mercado

PUBLICADO EM: 28.12.20 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 27.12.20 | 22H41
Depois de dias de incertezas, Trump assina lei do pacote de estímulo e do funcionamento do governo, o que pode estimular novas altas nos mercados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ouve funcionários durante uma mesa redonda sobre segurança da comunidade, na Mary D. Bradford High School em Kenosha, Wisconsin, em 1 de setembro de 2020. - Trump disse na terça-feira em uma visita a Kenosha, Wisconsin, que atingiu o protesto recentemente. - as manifestações policiais na cidade foram atos de "terror doméstico" cometidos por turbas violentas. "Estes não são atos de protesto pacífico, mas realmente terror doméstico", disse Trump, descrevendo várias noites de manifestações furiosas na semana passada depois que um policial branco em Kenosha atirou em um homem negro pelas costas à queima-roupa. (Foto de MANDEL NGAN / AFP) (Foto de MANDEL NGAN / AFP via Getty Images

Depois de dias de espera, Donald Trump torna lei ainda o novo pacote de estímulos nos EUA e libera recursos para agências federais (AFP via Getty Images)

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A última semana do ano começa com alívio na maior economia do mundo, o que pode ser um novo gatilho para recordes renovados nas bolsas. Depois de dias de espera, o presidente Donald Trump assinou na noite de domingo, 27, o projeto que prevê 892 bilhões de dólares em estímulos para a economia americana e que destina 1,4 trilhão de dólares para a continuidade do funcionamento de agências federais. Sem que isso ocorresse, havia o risco de um shutdown -- uma espécie de apagão operacional -- a partir desta segunda-feira, 28, em diversas agências federais.

Na noite de domingo, os futuros do S&P 500, do Dow Jones e do Ibovespa operavam em alta. No Brasil, o Ibovespa encerrou a sexta-feira aos 117.806 pontos e está a uma alta de 1,5% de quebrar o recorde nominal registrado no início do ano.

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Veja a seguir os principais acontecimentos do dia:

Trump assina pacote de estímulos

A pouco mais de três semanas de deixar o cargo -- a posse de Joe Biden está prevista para 20 de janeiro --, Trump continua a ser o centro das atenções. Apesar de pedidos vindos dos dois partidos, inclusive de republicanos, o presidente demorou para sancionar os projetos que tornam lei tanto o novo pacote de estímulos à economia como que viabilizam o funcionamento de agências federais. Mas, depois de jogar golfe no domingo, assinou os textos à noite.

Atividades como o atendimento de saúde e a distribuição de milhões de doses de vacina estavam ameaçadas por falta de recursos caso Trump não assinasse a lei.

A redução dessa incerteza pode abrir caminho para a renovação de recordes no S&P 500, no Dow Jones e na Nasdaq.

Restrições da covid na Europa

Novos focos da mutação do novo coronavírus foram detectados em diferentes países e continentes nos últimos dias, ampliando os temores sobre um agravamento da pandemia: Austrália, Hong Kong, França, Noruega e Portugal relataram casos suspeitos. Por outro lado, começou no domingo a vacinação em países da União Europeia, como na Itália e na Espanha. O bloco deve vacinar em um primeiro momento 6,25 milhões de pessoas com as doses da Pfizer com a BioNTech.

Sondagem da Indústria da FGV

No Brasil, um dos poucos indicadores que serão divulgados nesta semana será a Sondagem da Indústria da Fundação Getulio Vargas, com dados sobre planos de investimentos e de contratações para o próximo ano. Trata-se de um dos principais dados de expectativas sobre a economia brasileira.

Boletim Focus: último do ano

Será divulgado nesta segunda-feira às 8h25 o último boletim Focus de 2020, com as projeções de analistas de mercado para os principais indicadores da economia, como desempenho do PIB, taxa de câmbio e a taxa Selic. Atualmente as medianas de mercado apontam para um crescimento do PIB de 3,46% no próximo ano, com dólar a 5 reais no fim do ano e taxa Selic a 3% ao ano em dezembro.

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