MERCADOS

No radar: Orçamento, correção pós-rali e o que move os mercados

PUBLICADO EM: 6.4.21 | 7H24
ATUALIZAÇÃO: 6.4.21 | 7H39
Índices futuros americanos têm leve baixa após renovarem recordes na segunda-feira; bolsas na Europa sobem na volta da Páscoa

Beatriz Quesada

Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.



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Quadro geral do dia às 7h25:

  • EUA: Dow Jones futuro recua 0,1%, S&P 500 futuro tem queda de 0,16% e Nasdaq futuro cai 0,19%
  • Índice pan-europeu STOXX600 avança 0,77%
  • Rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro americano permanece estável e  registra leve queda de 0,014% para 1,704%

As bolsas globais operam em direções variadas nesta terça-feira, 6, após os fortes ganhos da véspera no mercado dos Estados Unidos. Os índices futuros americanos registram leve queda após baterem ontem novos recordes seguindo o otimismo com a recuperação econômica no país.

Na segunda-feira, os índices Dow Jones e S&P 500 renovaram suas máximas em resposta a dados do mercado de trabalho dos EUA divulgados na última semana, que apresentaram a maior criação mensal de empregos desde agosto do ano passado.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos mesmo com a divulgação de dados positivos de crescimento da China. O Índice do Gerente de Compras (PMI) Caixin/Markit do setor de serviços indicou crescimento em março, registrando 54,3 pontos frente aos 51,5 pontos de fevereiro.

Já as bolsas europeias operam em alta, repercutindo os dados positivos de EUA e China na volta após o feriado de Páscoa, que deixou os mercados da região fechados na segunda-feira. 

No noticiário corporativo, o Credit Suisse divulgou nesta terça-feira o tamanho do rombo deixado pelo colapso do hedge fund Archegos Capital: 4,7 bilhões de dólares. O banco suíço disse ainda que seu principal banqueiro de investimentos, Brian Chin, e a diretora de risco, Lara Warner, vão deixar a instituição. 

Veja abaixo os principais destaques desta segunda-feira e da semana:

Orçamento segue na pauta

Por aqui, o mercado deve continuar repercutindo positivamente as sinalizações de que governo e Congresso estão próximos de um acordo para o Orçamento de 2021. O desenho aprovado pelo Congresso tem inconsistências que poderiam levar o presidente Jair Bolsonaro a cometer crime de responsabilidade fiscal caso sancionasse o atual texto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em evento na tarde de ontem que o acordo sobre Orçamento caminha para veto parcial do presidente e que as reformas administrativa e tributária devem ser aprovadas ainda neste ano. Bolsonaro tem até o dia 22 de abril para sancionar o Orçamento.

Follow-on da Dasa

A Dasa (DASA3) define nesta terça-feira o preço por ação de sua oferta subsequente (follow-on). É uma transação que pode levantar cerca de 5,7 bilhões de reais e levar a companhia para o Novo Mercado.

A maior companhia em prestação de serviços e medicina diagnóstica do país pretende utilizar os recursos da oferta primária para aquisições e investimentos em produtos e pesquisas.

Negócios

A Rede D'Or (RDOR3) informou nesta segunda-feira, após o fechamento do pregão, que acertou um memorando de entendimento vinculante para comprar 51% de participação do Biocor Hospital, na grande Belo Horizonte (MG), avaliado em 570 milhões de reais. A operação ainda está sujeita à verificação de determinadas condições usuais, dentre elas a aprovação pelo Cade.

IPO da Kalunga pode sair do papel

A varejista de material para escritório Kalunga anunciou nesta segunda-feira um movimento para possível retomada de sua oferta inicial de ações (IPO). Por meio de fato relevante, a companhia anunciou que "engajou" BTG Pactual, Bradesco BBI, XP e UBS para "serviços de assessoria financeira no âmbito de potencial operação para a captação de recursos por meio da realização de oferta pública inicial de distribuição de ações".

A empresa havia pedido registro para IPO em dezembro de 2020 mas, diante do aumento da volatilidade do mercado, a Kalunga suspendeu os planos para a oferta em março, mesma decisão tomada por outras 20 empresas brasileiras em 2021.

Ex-executivos da Vale na mira da CVM

O ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, e o ex-diretor de ferrosos da companhia, Peter Poppinga, são alvo de um processo administrativo sancionador aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no caso Brumadinho. Em agosto de 2019, a autarquia instaurou um inquérito para aprofundar a investigação sobre a responsabilidade de administradores da companhia pelos fatos relacionados ao rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em 25 de janeiro daquele ano. Informações públicas mostram que a CVM abriu prazo para a apresentação de defesas pelos dois executivos nesta segunda-feira, 5.

Agenda macro

Às 10h, será divulgado o Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto e do setor de serviços do Brasil para março. Segundo IHS Markit, o índice composto anterior registrou 49,6 pontos, enquanto o de serviços ficou em 47,1. Lembrando que pontuação acima de 50 indica expansão da atividade.

Retrospectiva

Seguindo o bom desempenho das bolsas americanas após indicações de forte retomada do mercado de trabalho nos EUA, o Ibovespa voltou do feriado de Páscoa com alta de 1,97% e fechou a segunda-feira nos 117.518 pontos. Já o dólar caiu 0,61% com o otimismo pela recuperação global e encerrou cotado a 5,679 reais.

Pandemia

Embora não tenha feito preço no mercado na segunda-feira, o avanço da pandemia continua a preocupar. O Brasil ultrapassou ontem a marca de 13 milhões de casos de Covid-19. São 332.752 óbitos e 13.013.601 casos confirmados da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde.


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Beatriz Quesada

Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.


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