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Nubank tem aporte de Buffett, Verde e Absoluto e valuation vai a US$ 30 bi

PUBLICADO EM: 8.6.21 | 9H28
ATUALIZAÇÃO: 8.6.21 | 17H26
Aportes de US$ 750 milhões são extensões da rodada Série G do início do ano e vão bancar expansão internacional, ampliação da oferta de produtos e contratação de talentos globais
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Sede do Nubank | Foto: Divulgação/Nubank

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O Nubank fechou duas extensões da rodada Série G realizada no início do ano, que somam 750 milhões de dólares. O montante é quase o dobro do anunciado em janeiro, quando o banco levantou 400 milhões de dólares. A rodada de investimento, que totalizou 1,15 bilhão de dólares, foi a maior já realizada por uma empresa de tecnologia da América Latina

O maior investidor foi a Berkshire Hathaway, a holding do bilionário Warren Buffett, que entrou com 500 milhões de dólares. Já o investimento de 250 milhões de dólares foi liderado pela gestora americana Sands Capital e contou com a participação das gestoras brasileiras Absoluto, de José Zitelmann e Gustavo Hungria, e Verde, do também renomado investidor Luis Stuhlberger.

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"Testemunhamos como o Nubank transformou o Brasil. Não apenas na área de serviços financeiros mas estabelecendo um alto padrão de experiência do cliente, de inovação de produtos e de ruptura de tecnologia", diz Zitelmann, cofundador da Absoluto Partners e ex-sócio do BTG Pactual (BPAC11).

Segundo a EXAME Invest apurou com fontes a par da rodada, com os novos aportes, o valuation do Nubank salta de 25 bilhões de dólares para 30 bilhões de dólares. A quantia já representa cerca da metade do valor de mercado do Itaú, o maior banco do país.

Com as duas extensões da rodada, o Nubank pretende investir em três frentes: (1) expandir ainda mais sua atuação pela América Latina, onde, além do Brasil, também atua no México e na Colômbia. Maior banco digital do mundo, conta com mais de 40 milhões de clientes; (2) ampliar a oferta de produtos e serviços (ver mais abaixo); e (3) reforçar a empresa com mais talentos globais.

"Cerca de 50% da população da América Latina ainda não tem conta bancária. A penetração do cartão de crédito é de, em média, 21%, enquanto nos Estados Unidos esse número bate em 70%. O novo financiamento vai nos ajudar a manter democratizando o acesso aos serviços financeiros em toda a região", afirmou David Vélez, fundador e CEO global do Nubank.

Além da expansão geográfica, o Nubank tem concentrado esforços em aumentar a oferta de produtos, principalmente na área de investimentos e seguros. Para reforçar essa frente, em setembro do ano passado a fintech adquiriu a corretora Easynvest, que já possui mais de 5 bilhões de dólares em ativos sob custódia e 1,6 milhão de clientes.

Na frente de atração de talentos globais, o objetivo é replicar contratações recentes como as de Matt Swann, ex-Amazon e Booking, que assumiu como diretor de tecnologia (Chief Technology Officer), e Arturo Nuñez, ex-Apple e Nike, que chegou como diretor de marketing (Chief Marketing Officer).

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Guilherme Guilherme

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