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Número de mulheres investidoras com mais de 60 anos cresce 50%

PUBLICADO EM: 27.8.21 | 12H56
ATUALIZAÇÃO: 27.8.21 | 13H13
Mulheres dessa faixa etária aumentaram a presença no mercado nos últimos dois anos, segundo levantamento da Nu invest
Gráfico que simula retorno positivo obtido em investimentos

Investidoras são mais moderadas, e apostam principalmente em títulos de renda fixa | Foto: Thinkstock (Getty Images/iStockphoto)

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter de mercados, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM | beatriz.quesada@exame.com



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O número de mulheres investidoras com mais de 60 anos cresceu 50% nos últimos dois anos, segundo um levantamento realizado pela Nu invest (ex-Easynvest) e divulgado nesta sexta-feira, 27. 

A pesquisa tem como base a amostra de investidoras da própria plataforma. Dentro desse universo, as mulheres já representam 45% do total de investidores dessa faixa etária – valor acima do registrado na base geral, onde as mulheres representam 36% dos investidores.

O montante de capital investido por elas também cresceu. Segundo o levantamento, o volume sob custódia passou de 1 bilhão de reais em 2019 para 1,3 bilhão em 2021, o que representa uma alta de 30%.

Onde elas investem

O levantamento aponta que as investidoras com mais de 60 anos apostam em ativos diferentes dos homens na mesma faixa etária. Eles arriscam mais e têm a maior parte do patrimônio em renda variável. Já elas são mais moderadas, e apostam principalmente em títulos de renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs.

Esse quadro, porém, está começando a mudar. Se em 2019, as mulheres com mais de 60 anos mantinham apenas 13% do portfólio em renda variável, atualmente o percentual representa 24% do patrimônio delas na plataforma.

“Historicamente, mulheres têm composições de carteira mais conservadoras. Isso, porém, não quer dizer que elas não optem por ter ações na carteira, por exemplo. Vimos essa alta na demanda por produtos de renda variável e isso mostra que elas também estão aprendendo e evoluindo, interagindo muito mais com o universo dos investimentos”, conclui Macedo.

Uma segunda pesquisa – realizada pela B3 e divulgada no início do mês – mostrou que as mulheres continuam sendo apenas 30% das investidoras na bolsa, mesma porcentagem registrada em 2020. Os dados mostraram, no entanto, que elas têm entrado na bolsa com valores mais altos. A mediana do primeiro investimento mensal feito por investidoras mulheres é de 481 reais, enquanto o feito por homens é de 303 reais.

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
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Repórter de mercados, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM | beatriz.quesada@exame.com


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