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Obras de Di Cavalcanti por R$ 10 mil? Fintech oferece investimento

PUBLICADO EM: 13.9.21 | 14H26
Hurst espera retornos de até 23% ao ano com quadros de um dos maiores nomes da Semana de Arte Moderna de 1922

Obra "Sonhos de Carnaval", de Di Cavalcanti, em Nova York (AFP via Getty Images)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Antes restrita a um seleto grupo de milionários, investimentos no mercado da arte têm se tornado viável com a possibilidade de comprar apenas uma fatia de uma ou mais obras. É com essa estratégia que a fintech de ativos alternativos Hurst Capital está oferecendo duas pinturas do consagrado artista brasileiro Di Cavalcanti por aporte mínimos de 10 mil reais.

O quadros escolhidos foram a "Cena de Carnaval" e "Paisagem Marinha" das décadas de 1950 e 1960, respectivamente. Essas fases, segundo a Hurst, possuem grande demanda entre colecionadores de arte e também entre arquitetos e decoradores, sugerindo boas oportunidades de venda para a operação.

Adquiridas na Galeria Almeida e Dale 20% abaixo de seu valor de mercado, a Hurst espera que o investimento renda até 23,65% ao ano em prazo estimado de 12 a 36 meses. No cenário base, o lucro esperado com a operação é de 16,06%, sendo de 9,65% na pior das hipóteses.

Para traçar esses números, a Hurst avaliou 1014 transações realizadas em leilões de obras de arte ocorridas em um período de 23 anos. A fintech também considerou a liquidez de suas dos trabalhos de Di Cavalcanti no mercado de arte internacional e a escassez de suas obras, tendo em vista que o artista já morreu.

Augusto Salgado, da Hurst, com as obras "Cena de Caranaval" (à esq.) e "Paisagem Marinha", de Di Cavalcanti (Hurst/Divulgação)

Segundo Augusto Salgado, especialista de obras de arte da Hurst, a celebração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922, a qual Di Cavalcanti foi idealizador e um dos principais nomes, também deve contribuir para a valorização das obras. "Além disso, o simples fato de as duas pinturas terem sido compradas com valor 20% inferior ao preço de mercado, já colabora para que os investidores tenham bons retornos", afirma.

Disponível para qualquer tipo de investidor, o investimento nas obras de Di Cavalcanti está disponível por meio de crowdfunding na plataforma da Hurst Capital. Entre o 6º e 24º mês da operação, as obras serão vendidas automaticamente, caso o valor da compra atinja a rentabilidade esperada da operação. Entre o 25º e o 36º mês, todas ofertas de compra serão apresentadas aos investidores, que poderão decidir pela venda por meio de votação em plataforma da fintech. A partir do 37º mês, as obras irão à leilão.

Aqueles que quiserem deixar o investimento antes da venda das obras, poderá negociar sua participação, que será tokenizada, por meio da Hurst. Esta foi a segunda operação da Hurst no mundo da arte. A primeira, também realizada neste ano, foi com obras do artista plástico Abraham Palatnik, pioneiro da arte cinética.

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

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