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Para 90% das empresas abertas, informe de governança ajuda no crescimento

PUBLICADO EM: 14.4.21 | 15H40
ATUALIZAÇÃO: 14.4.21 | 17H23
Pesquisa do IBGC mostra que nove em cada dez profissionais de companhias com ações negociadas em bolsa acreditam que relatórios sobre governança corporativa trazem aprendizados, mas devem se tornar mais "amigáveis"

Governança: empresas abertas tendem a ganhar com mais transparência e melhorias em seus informes, mostra IBGC (Getty Images/iStockphoto)

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Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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O “G” do ESG tem importância estratégica e os informes obrigatórios de companhias sobre governança corporativa provocam melhorias e amadurecem seu posicionamento no mercado, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), principal instituição de fomento às boas práticas de governança do país.

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O relatório Pratique ou Explique busca revelar a percepção e envolvimento dos profissionais de companhias abertas sobre os informes de governança corporativa. Desde 2018, empresas com ações negociadas em bolsa devem divulgar o documento frequentemente, que segue a premissa “pratique ou explique”, em que as companhias que afirmam não aplicar práticas recomendadas devem justificar quando e por que não o fazem.


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O levantamento foi conduzido pelo Grupo de Trabalho (GT) Pratique ou Explique, formado por associações do mercado de capitais, tais como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima); Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp); Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e a própria B3.

A pesquisa contou com a participação de 82 respondentes, entre profissionais das áreas jurídica, relações com investidores, controladoria e auditoria. Destes, 60% fazem parte de empresas listadas no Novo Mercado, segmento da B3 que reconhece empresas com as melhores práticas de governança.

Para 90% dos respondentes, melhorias constantes nas informações prestadas nos relatórios públicos sobre o tema contribui para o amadurecimento da companhia e na definição de práticas mais assertivas. O processo de preenchimento dos relatórios também favorece a aprendizagem contínua.

“A pesquisa confirma a relevância do documento como instrumento de amadurecimento e transparência", disse, em nota, Pedro Melo, diretor-geral do IBGC. "Esses levantamentos nos ajudam, além de identificar pontos de melhoria no preenchimento do informe e de seus impactos no mercado, a entender o cenário da governança corporativa no Brasil e, assim, contribuir para a elevação da transparência e da adoção das melhores práticas".

A maior parte dos profissionais (60%) também acredita que o documento é um importante instrumento de transparência junto a investidores e outras partes interessadas, além de representar um investimento para a companhia, e não um custo (38%). A pesquisa também aponta que, para 79% dos respondentes, a adoção ou não dos princípios e práticas refletidos no informe tem potencial impacto, positivo ou negativo, no valor de mercado da companhia.

Pontos de melhoria

Para ampliar o uso dos relatórios públicos de governança, as empresas devem, segundo os respondentes, ajustar a periodicidade das publicações. Para 37% dos entrevistados, a publicação dos informes deveriam ser sincronizadas à divulgação de outros documentos da companhia, tal como o relatório de sustentabilidade, por exemplo. Cinquenta e oito porcento ainda defendem que o documento poderia ser mais "amigável" em sua estrutura.

"Hoje, temos investidores, reguladores e uma sociedade mais atentos e demandando ações eficientes com foco nas agendas ambientais, sociais e de governança corporativa. Iniciativas que priorizam ESG naturalmente direcionam a companhia para as partes interessadas. As companhias que entenderem isso farão os ajustes necessários e, consequentemente, ganharão mais eficiência", diz Danilo Gregório, gerente de Relações Institucionais e Governamentais do IBGC.

 

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