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Economia

Para Figueiredo, CEO da Mauá e ex-BC, mercado superestima alta da Selic

PUBLICADO EM: 14.2.21 | 8H30
ATUALIZAÇÃO: 13.2.21 | 21H00
Ex-diretor do BC afirma que esperada alta da taxa básica de juros deve ficar para reunião de maio, segundo sinalização de Roberto Campos Neto
Luiz Fernando Figueiredo, sócio da gestora Mauá Capital e ex-diretor do Banco Central

Imagem da Editoria Exame Invest
Bloomberg



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A curva de juros do mercado precifica uma alta robusta e superestimada da taxa Selic, diz o ex-diretor do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo, CEO e sócio-fundador da Mauá Capital, em entrevista à Bloomberg.

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A curva de juros é formada pelas taxas de juros de mercado em contratos mais longos, sinalizando as expectativas de mercado ao longo dos anos seguintes.

Para Figueiredo, os comentários feitos na quinta-feira, 11, pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, mostram que o ciclo de ajuste da taxa nominal, atualmente em 2% ao ano, pode não começar na reunião de março -- como parte do mercado espera --, mas, sim, no encontro seguinte do Copom (Comitê de Política Monetária), em maio.

Veja abaixo os destaques da entrevista com Figueiredo, que foi diretor de Política Monetária do BC:

  • “Roberto Campos Neto sinalizou que tem um grau de dúvida relevante (sobre o momento adequado para o aumento da Selic) e que o BC está ‘data dependent’ (está no aguardo de mais dados para definir a política monetária)”
  • Dados de inflação ao consumidor (referência ao IPCA de janeiro) vieram muito benignos
  • A despeito do IBC-Br (índice divulgado pelo BC que é uma espécie de prévia do PIB) acima do esperado (em dezembro), o varejo foi muito fraco em dezembro e o crescimento neste início de primeiro trimestre parece ter desacelerado, diz Figueiredo
  • “Se não houver ajuste na Selic, o Copom vai sinalizar bem para o encontro seguinte (em maio)”
  • Para Figueiredo, o câmbio tem “bastante prêmio de risco fiscal”

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  • Expectativa é que dólar caia dada a nova configuração das lideranças do Congresso, com ambiente favorável para aprovações, apesar de controvérsias sobre alguns temas
  • “Vai haver uma agenda mínima de reformas. Auxílio-emergencial de 250 reais com custo de 20 bilhões, 30 bilhões de reais é palatável”
  • Para Figueiredo, a autonomia do BC (aprovada no Congresso e que depende apenas de sanção do presidente Jair Bolsonaro) é “espetacular”, ainda que ficado em segundo plano.

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